Publicado em 20/05/2026
Além do próprio Daniel Vorcaro, urge que sejam punidos todos os comparsas de sua quadrilha. O escândalo patrocinado pelo ladravaz Daniel Vorcaro precisa ser lembrado não apenas como o maior esquema financeiro da nossa história, mas também pela sua arquitetura, composição e ações.
As tais festanças que normalmente o dito-cujo com frequência patrocinava tinham como propósito demonstrar o seu elevado prestígio. Até porque, com fácil acesso às pessoas mais poderosas do nosso país e até mesmo a alguns integrantes das nossas mais expressivas instituições, o que de grave poderia acontecer contra si e/ou contra sua rede de empresas? Ele imaginava que poderia contar com a simpatia daqueles que compareceram às suas megafestanças.
Acontece que, feito uma bomba atômica, os resultados produzidos pela liquidação do Banco Master — sua fonte de favores e benesses — simplesmente secaram e, como consequência, veio o seu mais absoluto isolamento. A propósito, o dito-cujo encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e, portanto, impedido de manter contato com qualquer pessoa, exceto com aquelas devidamente autorizadas pela nossa Justiça.
Enquanto isto, o seu pai, Henrique Vorcaro, também se encontra preso sob a acusação de integrar e chefiar um grupo criminoso que operava no sentido de intimidar e ameaçar os desafetos do seu filho.
Falando-se em organização criminosa, nem mesmo os chefões do CV (Comando Vermelho) e do PCC poderão ser comparados à quadrilha que foi instituída pelo referido bandido. Daí as dificuldades que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro terá para se defender das acusações que ora estão pesando contra a sua conduta política, ética e moral.
No fatídico e arrasador telefonema que Flávio Bolsonaro dirigiu a Daniel Vorcaro no dia 15 de novembro de 2055, no qual se declarava amigo de fé, irmão e camarada do próprio Daniel Vorcaro, ao tempo em que lhe fazia a cobrança do restante de um compromisso de R$ 130 milhões — do qual ainda estava faltando mais da metade —, convenhamos: nada mais comprometedor.
Com ou sem CPI, com ou sem delação premiada do próprio Daniel Vorcaro, mas pelo amontoado de provas que o incriminam, o escândalo do Banco Master precisa ser cuidadosamente investigado e seus envolvidos, severamente punidos; do contrário, o episódio restará como exemplo e escola para novos escândalos.
Triste coincidência: no dia 16 de novembro de 2025, portanto no dia que se seguiu ao referido telefonema, Daniel Vorcaro foi preso, desta feita impossibilitando-o de resgatar o restante do compromisso que havia assumido com o então presidenciável Flávio Bolsonaro.
Chegou a hora de quem esnobava os bilhões roubados pagar a conta.

