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quinta-feira, 14 de maio de 2026
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Política

Justiça do Acre valida pesquisa eleitoral que mostra Mailza próxima de Alan na disputa pelo governo e Jorge Viana em 2º para o Senado

Publicado em 14/05/2026

Foto: Redação O Rio Branco

Por Redação

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) rejeitou, em decisão publicada nesta quinta-feira (14), o pedido de liminar apresentado pelo diretório estadual do Republicanos para suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Veritá sobre a disputa pelo governo do Acre e pelo Senado nas eleições de 2026. O levantamento aponta o senador Alan Rick, pré-candidato da legenda ao governo, na liderança da corrida eleitoral.

A decisão foi assinada pela juíza relatora Lilian Deise Braga Paiva, no âmbito de representação movida pelo partido contra o Instituto Veritá Ltda. O Republicanos alegava que a pesquisa continha “vícios graves” que comprometeriam a credibilidade dos dados e solicitava a suspensão imediata da divulgação e utilização político-eleitoral do levantamento.

Conforme o processo, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 22 de abril de 2026, sob o número AC-07234/2026, e divulgada no dia 28 do mesmo mês. O instituto ouviu 1.030 eleitores entre os dias 23 e 27 de abril. O custo declarado foi de R$ 79.310,00, financiado pela própria empresa responsável.

No cenário estimulado, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, Alan Rick aparece com 38,1% das intenções de voto, seguido pela governadora Mailza Assis (Progressistas), com 32,9%, e pelo ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (à época no PL e atualmente no PSDB), com 22,1%.

Já na pesquisa espontânea, quando os eleitores respondem sem acesso prévio aos nomes dos candidatos, Alan Rick registra 44% das intenções de voto, enquanto Mailza Assis soma 27% e Tião Bocalom, 22,5%.

O levantamento também avaliou o índice de rejeição dos pré-candidatos. Tião Bocalom lidera nesse quesito, com 33,4%, seguido por Alan Rick, com 23,8%, e Thor Dantas, com 22,9%.

Na ação judicial, o Republicanos apontou supostas falhas metodológicas, incluindo ausência de detalhamento sobre a coleta de dados, delimitação territorial considerada genérica, divergências em percentuais relacionados à renda familiar, problemas na identificação partidária de pré-candidatos e a inclusão de perguntas sobre avaliação de gestão, o que, segundo a legenda, extrapolaria o objeto registrado da pesquisa.

Ao analisar o pedido, a magistrada entendeu que as alegações ainda precisam de análise aprofundada e que, neste estágio inicial do processo, não existem elementos suficientes para justificar a suspensão imediata do levantamento.

Na decisão, a juíza afirmou que eventuais erros referentes à filiação partidária de nomes citados no questionário, como Tião Bocalom e Thor Dantas, não seriam suficientes, isoladamente, para invalidar a pesquisa. Ela também ressaltou que questionamentos envolvendo metodologia e critérios estatísticos exigem avaliação técnica mais detalhada e manifestação da empresa responsável.

A relatora destacou ainda que a suspensão de pesquisas eleitorais é medida excepcional e que o Judiciário deve intervir apenas diante de indícios concretos de fraude ou comprometimento da transparência.

“Não há prova inequívoca de perigo de dano irreversível”, registrou a magistrada ao negar a liminar.

Após a decisão, o TRE-AC determinou a citação do Instituto Veritá para apresentação de defesa no prazo de dois dias, seguida de manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.

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