Publicado em 14/05/2026
Foto: Vitória Lopes
Por Redação
Professores e servidores da educação municipal de Rio Branco estão reunidos em assembleia nesta quinta-feira (14), na Praça da Revolução, para deliberar sobre a deflagração de uma greve geral. A categoria, que já cumpre uma paralisação desde o início da semana, avalia se transforma o movimento em greve por tempo indeterminado após rejeitar a última contraproposta da prefeitura.
O impasse central gira em torno do índice de reajuste salarial. Enquanto os sindicatos exigem um aumento escalonado de 10% (sendo 5% em junho e 5% até o fim do ano), a Prefeitura de Rio Branco ofereceu apenas 5% para o mês de junho.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, criticou a postura do município, afirmando que a proposta oficial sequer havia sido entregue por escrito até o momento da assembleia.
Proposta da Categoria: Reajuste de 5% imediato e outros 5% até o final do ano.
Oferta da Prefeitura: 5% em junho para professores e equiparação do piso dos servidores de apoio ao salário mínimo (cerca de 7,54% para o grupo de apoio).
Adesão: Mais de 50 escolas já aderiram ao movimento de paralisação.
A mobilização também destaca a situação de funcionários de escola e aposentados, que enfrentam pisos salariais defasados há três anos. A liderança sindical reforçou que a categoria tem sido “generosa” ao aceitar o parcelamento do reajuste para novembro, mas acusa a gestão municipal de manter uma posição radical nas negociações.
O resultado da assembleia desta quinta-feira definirá os próximos passos da rede municipal de ensino, podendo paralisar as atividades letivas em toda a capital acreana nos próximos dias.

