Publicado em 14/05/2026
Fotos: Diego Negreiros
Por Redação
O sistema de segurança e justiça do Acre deu um passo importante nesta quarta-feira (13) rumo à modernização do combate à violência contra a mulher. Representantes do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Tribunal de Justiça (TJAC) e forças de segurança participaram da apresentação de uma nova solução tecnológica desenvolvida para o monitoramento rigoroso de agressores e proteção de vítimas com medidas protetivas.
O encontro, realizado na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), teve como foco uma ferramenta capaz de emitir alertas imediatos caso o agressor desrespeite o limite de distância estabelecido pela Justiça.
Durante a reunião, os gestores acompanharam detalhes técnicos e uma simulação prática do equipamento. A tecnologia funciona de forma integrada:
Tempo Real: Acompanhamento constante da localização do agressor.
Zonas de Exclusão: Emissão de alertas automáticos para as forças de segurança e para a vítima caso ocorra uma aproximação indevida.
Integração: Conexão direta com os sistemas da Polícia Civil, Polícia Militar e Iapen.
A promotora de Justiça Maria Fátima Ribeiro Teixeira, coordenadora do Caop de Controle Externo da Atividade Policial, representou o Ministério Público na ocasião e destacou o caráter inovador da proposta.
“Quanto mais proteção a vítima de violência tiver, melhor será para todos. As instituições estão unindo forças para enfrentar os índices de violência doméstica no estado”, afirmou a promotora.
Próximos Passos
A apresentação contou com a presença do secretário de Segurança, José Américo Gaia, e da juíza auxiliar da Presidência do TJAC, Louise Santana. A adoção da tecnologia agora depende de uma análise técnica e orçamentária final pela Sejusp.
Caso o parecer seja favorável, o Governo do Estado deve iniciar o processo de aquisição dos equipamentos, que se somarão às estratégias já existentes, como o recém-ampliado programa Gás do Povo, que também visa garantir a autonomia e segurança de mulheres em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa reforça a tendência de endurecimento na fiscalização de medidas protetivas, buscando reduzir os casos de feminicídio e reincidência de agressões no estado.

