Publicado em 05/05/2026
Vez por outra leio, ouço e vejo comentários de colegas jornalistas, especialmente os colunistas, blogueiros ou articulistas mais afinados com as lideranças políticas de esquerda, afirmando que, ao contrário do que muitos imaginam, o presidente da Apex-Brasil, Jorge Viana (PT) tem amplas chances de surpreender e voltar ao Senado. Até alguns colegas liberais e conservadores, talvez pegando carona, também entram na mesma onda.
Claro que os argumentos, com todo respeito aos que assim pensam, são fracos. Um desses argumentos é o fato de, segundo eles, Viana navegar sozinha como candidato único da esquerda acreana. Outro argumento é vela narrativa que a esquerda no Acre, apesar do desgaste, mantém 30% dos votos, quando o assunto é candidatura majoritária. Afirmam ainda que o grande número de candidatos da direita também vai beneficiar a pré-candidatura do petista.
Na verdade, Viana não é candidato único da esquerda. Ele vai ter que dividir os votos os petistas, comunistas, socialistas, vianistas e antibolsonaristas com o senador Sérgio Petecão (PSD), que depois de ser eleito e reeleito com votos, majoritariamente, dos eleitores da direita liberal e dos conservadores e ter atuado como vice-líder do governo Jair Bolsonaro no Senado, decidiu voltar a ser aliado do PT e dos demais partidos de esquerda e virou aliado do desgoverno Lula.
Além disso, não é verdade que a esquerda mantém os 30% dos votos. Eu gosto muito de usar números e estatística para embasar determinados comentários. Pois bem, em 2022, quando foi candidato ao governo e teve Marcos Alexandre como seu candidato a vice, Viana obteve apenas 24% dos votos e viu o governador Gladson Cameli (PP) ser reeleito em primeiro turno. Não foi apenas uma derrota, mas sim uma humilhante e desmoralizante derrota. A chapa da esquerda foi composta pelas duas grandes lideranças da esquerda acreana e não conseguiram, sequer, levar a disputa para o segundo turno.
Mas alguns podem argumentar: ah, Viana estava sem mandato e seus inimigos estavam no poder. Tudo bem, mas em 2018, ele era senador, disputou a reeleição e teve apoio de seus aliados, uma vez que o PT estava no poder nos planos municipal, estadual e federal e, mesmo assim, Viana foi derrotado por Marcio Bittar. O petista obteve apenas 14% dos votos. Bittar fora do poder, derrotou Viana por uma diferença superior a 68 mil votos.
Pergunto aos leitores-eleitores, o que Viana fez depois das duas derrotas consecutivas para reverter a situação e voltar ao Senado? A resposta é nada, praticamente nada. Se por pouco ou quase nada fez como senador, imagine sem mandato. Sei que existem os que ainda argumentam: o tempo pode ser um trunfo para Viana. Não será, afinal, o próprio tempo, como senhor da razão, também serviu para aumentar o número de eleitores antipetistas-antiesquerdistas.
Para aumentar o inferno astral de Viana, ex-governador Gladson Cameli (PP) renunciou ao mandato para ser candidato ao Senado e, além da grande popularidade, lidera todas as pesquisas de intenções de votos para o Senado e pode, outra vez, ajudar na reeleição da governadora Mailza Assis, sua colega de partido, e o senador Márcio Bittar a vencer o petista. Claro e evidente que o a vontade do Governo Lula Governo Lula de eleger Viana é grande, muito grande, mas o índice de rejeição do petista é bem maior.
Claro que desta feita, talvez a vitória de Bittar pode não ser com a enorme diferença de votos, pois também sofreu desgastes políticos e não navega sozinho na direita, uma vez que a ex-deputada federal Mara Rocha também é muito querida no meio dos bolsonaristas. Além disso, existem outros candidatos que se identificam como de direita, embora não tenham coragem para bate de frente com os esquerdistas que estão no poder.
Além de tudo que já citamos, Viana ainda vai ter que encarar outros dois grandes obstáculos: o desgaste da esquerda no Acre e o efeito antilulismo, que parece aumentar a cada ano. Resumindo: claro que Viana tem chances de voltar o Senado, mas o cenário atual é mais desfavorável que em 2018, quando ele amargou derrota e viu Gladson Cameli acabar com esquerda, em primeiro turno.
Mais uma enrolação
Em 2023, o Governo federal lançou o programa “Desenrola Brasil”, tendo por objetivo diminuir o grande número de brasileiros endividados. À época, eram 70 milhões de brasileiros endividados. Três anos depois, o mesmo governo, cinicamente, lança o Programa Desenrola Brasil II. Agora são mais de 81 milhões de brasileiros com o nome sujo na praça. Ou seja, tudo não passou de uma enrolação.
Reitor na TV
Vice-reitor e reitor eleito da Ufac, professor-doutor Josimar Batista Ferreira, foi o convidado do programa Tribuna Livre, nesta segunda-feira.04, na TV Rio Branco-Rede Cultura. Eleito, em segundo turno, dia 27 de março, ele obteve venceu nos três segmentos da Ufac: professores alunos e técnicos administrativo. Engenheiro agrônomo, ele se orgulha de afirmar ser filho de produtores rurais.
Impôs derrota
Doutor Josimar impôs derrota ao grupo da atila reitora, professora-doutora Guido Aqui, que decidiu apoiar a capa liderado pela professora doutora, Guido Aquino. O candidato da reitora foi o professor Carlos Paula de Moraes. O candidato a vice-reitor, na capa liderada por Josimar, foi professor Marco Antonio Amaro. Ele perdeu a disputa para a professora Almecina Balbino Ferreira.
Ele voltou
Após quase um mês, longe do Acre, o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Gladson Cameli (PP), voltou na semana passada. O retorno de Cameli ocorre em meio às articulações políticas para as eleições e à expectativa sobre o alinhamento dentro do grupo governista. A maior liderança política do Acre vai ter papel decisivo na campanha da governadora Mailza Assis, sua colega de partido, que disputará a reeleição.
Minimizou
Em relação aos bastidores políticos, marcados por relatos de possíveis divergências dentro do grupo que reúne a governadora Mailza Assis e o senador Márcio Bittar (PL), ambos buscando a reeleição, Cameli adotou tom conciliador e minimizou as diferenças. Segundo ele, isso é uma questão que vai se ajustar naturalmente.
Bem feito
Presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos), exonerou, semana passada, o assessor Bernardo Moreira, que ocupava cargo comissionado no gabinete do deputado federal André Janones (Rede), aquele que embolsava salários dos assessores. Motta afirmou: “Demiti o assessor que causou a confusão hoje, ele é reincidente na Casa”.
Comunista desbocado
A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial e ocorre após Moreira interromper uma entrevista do deputado Cabo Gilberto (PL) ao vivo na Globo News. O parlamentar, que é líder da oposição, comentava a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria quando foi interrompido pelo assessor de Janones, que gritou: “Anistia é o c…… Lula reeleito”.
Detenção
Pré-candidato a deputado distrital pelo PSB, Moreira já se envolveu em um episódio polêmico com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), também na Câmara Federal. Na ocasião, ele chamou o parlamentar de “chupetinha” enquanto gravava a interação com celular. A pedido do deputado, A polícia legislativa deteve o secretário parlamentar.
Ele voltou
Pré-candidato ao Senado Federal, Gladson Cameli (PP), voltou ao Acre na semana passada e falou, pela primeira vez, como ex-governador. A chegada ocorre em meio às articulações políticas para as eleições e à expectativa sobre o alinhamento dentro do grupo governista. Ele lidera todas as pesquisas de intenções de votos para o Senado e é tido como dono de uma das duas vagas em disputa.
Descaço e check-up,
Ao renunciar ao mandato na noite de quinta-feira Santa, 02, em um evento promovido na esplanada do Palácio Rio Branco, o ex-vereador aproveitou para fazer check-up, descansar, recarregar as baterias e airam que se sente pronto para encarar mais um grande desafio. Líder nas pesquisas e com excelente aprovação, de seu governo, Gladson Cameli trabalha para voltar ao Senado.
Salada ideológica
A chapa de candidatos a deputado pelo PSD é uma graça. Tem gente de todas correntes ideológicas. Tem bolsonaristas, lulistas, vianistas, tem aliados do ex-governador Gladson Cameli e até amigo do ex-prefeito Tião Bocalom. O mais engraçado é que a direção abre espaço para tudo isso e, depois, da eleição pune deputados por infidelidade partidária. Isso nos parece uma piada!
Tentando se redimir
Ocupando as últimas pisoes nas pesquisas de intenções de votos para o Senado, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC), talvez ouvindo alguns articulistas minimente inteligentes, decidiu começar a se redimir com os eleitores que p ale concederam 32 anos de mandatos consecutivos. Ele contrariou o desgoverno Lula e votou em favor dos brasileiros que se manifestaram contra a corrupção em Brasília e foram presos e condenados por terrorismo e golpe de Estado que nunca houve.
É tarde demais
Em conversa ontem com alguns dos que foram para frente dos quartéis em protesto a posse de um condenado em todas instâncias e foram tratados com deboche pelo senador Sérgio Petecão, eles agradecem o voto do parlamentar contra o veto presidencial, mas lembra que agora é tarde demais. Segundo eles, o senador não terá mais votos dos liberais e tampouco dos conservadores. Um deles ainda fez uma gozação. “Ele terá apoio dos petistas-esquerdistas”.
Fator Amazônico
A deputada Federal Socorro Neri (PP-AC) protagonizou embate ao criticar o posicionamento de um colega de parlamento que a antecedeu na tribuna. O ponto central da discussão foi o projeto que trata do “Fator Amazônico”, uma proposta voltada ao financiamento educacional na região. Segundo a deputada, o discurso do referido parlamentar, demonstrou uma falta de familiaridade com as características e desafios da região Amazônica.

