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Câmara de Rio Branco convoca reunião de emergência após paralisação total

Publicado em 22/04/2026

Foto: Whidy Melo

Por Redação

O agravamento da crise no transporte coletivo, que culminou na suspensão total da frota na manhã desta quarta-feira (22), provocou uma reação imediata do Poder Legislativo. A Comissão de Infraestrutura, Planejamento, Urbanismo e Transporte Público da Câmara Municipal convocou uma reunião de urgência para tratar do colapso do sistema e apurar responsabilidades.

A iniciativa parlamentar ocorre no momento em que milhares de usuários estão desassistidos devido à greve dos motoristas, que reivindicam o pagamento de salários e encargos atrasados.

Fiscalização de Subsídios e Cumprimento da Lei

O presidente da comissão, vereador Bruno Moraes (PP), enfatizou que o foco da reunião será revisar a execução dos contratos e o repasse de recursos públicos às empresas. Moraes lembrou que a legislação vigente impõe condições rígidas para que as operadoras recebam subsídios da prefeitura.

“Na última discussão sobre subsídio, aprovamos um artigo que condiciona o repasse à comprovação do pagamento dos encargos dos trabalhadores. Agora é entender onde houve falha e, se houver descumprimento da lei, a comissão vai apurar”, afirmou o parlamentar.

Moraes também sugeriu a adoção da “conta vinculada”, modelo que reserva parte dos recursos contratuais especificamente para garantir direitos trabalhistas, evitando que atrasos salariais voltem a paralisar a cidade.

Legislativo Cobrado por Respostas

O vice-presidente da comissão, vereador Matheus Paiva (União Brasil), demonstrou surpresa com a velocidade da deterioração do serviço. Segundo ele, em reunião realizada na semana passada, a prefeitura havia pedido um prazo de 30 dias para apresentar diagnósticos, mas o cenário mudou drasticamente com a suspensão da licitação do setor e a deflagração da greve.

Pressão Sindical: O sindicato da categoria já vinha alertando sobre o colapso e acusa a gestão municipal de omissão.

Diálogo: A comissão pretende ouvir representantes dos trabalhadores e da prefeitura para mediar uma saída que vá além do paliativo.

A movimentação na Câmara acontece em paralelo à promessa do prefeito Alysson Bestene de normalizar os pagamentos em até dois dias. Para os vereadores, esse intervalo será crucial para identificar se o problema reside na inadimplência das empresas ou em falhas de repasse por parte do município.

A reunião desta manhã marca o início de uma fiscalização mais rigorosa do Legislativo sobre o sistema de transporte, que enfrenta seu momento mais crítico em anos, com forte pressão popular por soluções definitivas.

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