Publicado em 21/04/2026
O sistema de transporte coletivo de Rio Branco deve enfrentar interrupções totais ou parciais nas primeiras horas desta quarta-feira, 22 de abril. A decisão partiu de uma mobilização independente de motoristas, que protestam contra irregularidades trabalhistas e a instabilidade na gestão do serviço na capital acreana.
Principais Reivindicações
A categoria alega que a paralisação é uma resposta direta ao descumprimento de obrigações básicas por parte das empresas concessionárias. Entre os pontos destacados pelos trabalhadores estão:
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Atrasos salariais: Falta de pontualidade no pagamento dos vencimentos mensais;
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Encargos Sociais: Ausência de depósitos obrigatórios do FGTS e do INSS;
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Irregularidades em Consignados: Denúncias de que valores de empréstimos são descontados em folha, mas não repassados aos bancos, resultando em cobranças indevidas aos funcionários.
O movimento, articulado por meio de redes sociais sob o lema “Acorda Rio Branco”, busca pressionar as empresas por soluções imediatas.
Contexto de Crise e Gestão Pública
A mobilização ocorre em um momento crítico para a mobilidade urbana da capital. Recentemente, a Prefeitura de Rio Branco suspendeu a concorrência pública nº 005/2026, que visava estabelecer a nova concessão do transporte público. A licitação foi interrompida após impugnações e questionamentos jurídicos sobre a estrutura do edital, postergando a modernização do sistema.
Impacto e Posicionamento Oficial
A paralisação tem o potencial de comprometer o deslocamento de milhares de usuários, incluindo trabalhadores e estudantes, logo no início da jornada diária.

