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Sesacre esclarece motivos para a baixa adesão à vacina bivalente contra a Covid-19

Publicado em 20/04/2026

Foto: Reprodução

Por Redação 

A baixa cobertura da vacina bivalente contra a Covid-19 no Acre, apontada em dados recentes do Ministério da Saúde, tem uma explicação técnica e não está necessariamente ligada à adesão atual da população. O esclarecimento foi feito pela coordenadora estadual de imunizações da Secretaria de Estado de Saúde do Acre, Renata Aparecida Rossato Quiles.

Segundo a gestora, o imunizante bivalente deixou de ser utilizado ainda em 2024, o que também resultou na interrupção da atualização dos indicadores relacionados a essa vacina. Com isso, os números permanecem congelados e não refletem o cenário atual da vacinação. “Hoje, avaliamos apenas a vacina em uso, que é a monovalente. Por isso, a cobertura da bivalente não avança mais”, explicou.

De acordo com o painel nacional, apenas 12,93% da população acreana recebeu a dose bivalente — índice que, isoladamente, pode sugerir baixa adesão, mas que precisa ser analisado considerando a mudança na estratégia vacinal adotada no país.

Atualmente, a preocupação das autoridades de saúde está voltada à vacina monovalente, que continua disponível e é considerada fundamental para prevenir casos graves e mortes. Ainda segundo Renata, há uma queda na procura, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. “Gestantes, idosos e crianças menores de 5 anos estão deixando de se vacinar, assim como pessoas com comorbidades, que precisam manter os reforços anuais”, alertou.

Conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, a população geral a partir dos 12 anos deve seguir o esquema básico de duas doses. Já os grupos prioritários — como profissionais de saúde, povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas com deficiência, população privada de liberdade e pessoas em situação de rua — devem, além do esquema inicial, receber uma dose de reforço anual.

Para pessoas imunocomprometidas, o protocolo é mais rigoroso, incluindo pacientes com imunodeficiências graves, em tratamento oncológico recente, transplantados, pessoas vivendo com HIV/Aids e indivíduos em uso prolongado de imunossupressores. Nesses casos, a recomendação é o esquema básico seguido de dois reforços anuais.

Também exigem maior atenção pessoas com doenças crônicas ou inflamatórias, pacientes em hemodiálise, idosos a partir de 60 anos, além de gestantes e puérperas, por apresentarem maior risco de complicações.

No Acre, a vacina monovalente está disponível em toda a rede pública. Em Rio Branco, a população pode procurar o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e as Unidades de Referência de Atenção Primária (URAPs).

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