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Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, aos 68 anos

Publicado em 17/04/2026

Foto: Reprodução

Por Alessandra Karoline

O basquete mundial perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus maiores ícones. Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos em sua residência em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. O ex-atleta chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) após passar mal, mas não resistiu. A causa exata da morte ainda não foi divulgada oficialmente pela equipe médica.

Em nota oficial, a família destacou a “coragem, dignidade e resiliência” com que Oscar enfrentou uma batalha de mais de 15 anos contra um tumor cerebral. Por desejo dos familiares, o velório e o sepultamento serão restritos a amigos próximos e parentes, preservando a privacidade no momento de luto.

Um Legado de Recordes e Glórias

Oscar Schmidt não foi apenas um jogador de basquete; ele foi o símbolo máximo da modalidade no Brasil. Nascido em Natal (RN), em 1958, o camisa 14 da Seleção Brasileira construiu uma trajetória que o colocou no topo do esporte global.

Principais marcos da carreira:

Maior Cestinha Olímpico: Com 1.093 pontos marcados em cinco Olimpíadas (1980 a 1996), detém um recorde que atravessa gerações.

Hall da Fama: É um dos raros atletas a integrar o Hall da Fama da FIBA e o prestigiado Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga americana — Oscar optou por defender a Seleção Brasileira em uma época em que jogadores da NBA eram proibidos de atuar por seus países.

Homenagem Recente: Há apenas nove dias, em 8 de abril, foi imortalizado no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Na ocasião, representado pelo filho Felipe Schmidt, Oscar foi celebrado como um exemplo de dedicação à bandeira nacional.

A Luta pela Vida

Desde 2011, quando recebeu o diagnóstico de um câncer no cérebro, Oscar Schmidt tornou-se um exemplo de superação fora das quadras. Passou por diversas cirurgias e tratamentos rigorosos. Em 2022, chegou a anunciar a interrupção da quimioterapia, afirmando estar curado, decisão que gerou grande repercussão e carinho do público.

Na última cerimônia do Hall da Fama do COB, seu filho Felipe mencionou que o pai estava “um pouco cansado”, mas feliz pelo reconhecimento. “Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias”, declarou o filho na ocasião, em tom que hoje soa como uma despedida profética.

A morte de Oscar gera uma onda de comoção entre atletas, autoridades e fãs ao redor do mundo. Sua personalidade marcante, o arremesso impecável e a paixão visceral pelo Brasil transformaram o basquete em um esporte de massa no país durante as décadas de 80 e 90.

“Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações. Seu nome permanecerá vivo na memória coletiva e no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”, diz trecho da nota da família.

O Brasil se despede hoje do homem que provou que, com treino e determinação, era possível desafiar gigantes e colocar o nome do país no topo do panteão esportivo mundial.

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