Publicado em 16/04/2026
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), em parceria com o Ministério da Saúde, realiza, nos dias 15 e 16 de abril de 2026 a segunda oficina de qualificação para a implementação do implante subdérmico de etonogestrel na Atenção Primária à Saúde (APS). O evento está sendo realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac) das 8h30 às 17h.
O objetivo central da iniciativa é qualificar médicos e enfermeiros que atuam na ponta do sistema de saúde para ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração (LARC – contracepção Reversível de Longa Duração) no SUS. A ação é direcionada prioritariamente a pacientes com idades entre 14 e 49 anos.
“É um grande avanço para a saúde do Acre esta capacitação voltada para os nossos municípios. O implante subdérmico é mais um método contraceptivo que surge como uma alternativa moderna para que possamos garantir, na prática, os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres acreanas“, destacou Natan Lima Ossami, enfermeiro e representante do Núcleo de Saúde da Mulher da Sesacre.

Foco nos pequenos municípios e saúde indígena
Nesta fase (Ciclo II – 2026), o programa prioriza municípios com menos de 50 mil habitantes. No Acre, a oficina contempla os 22 municípios do estado, com a seguinte estrutura de participação:
- Profissionais municipais: Até 100 profissionais (médicos e enfermeiros) de 20 municípios de pequeno porte.
- Saúde indígena: 11 profissionais indicados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).
- Capital e academia: Foram destinadas vagas adicionais para 10 profissionais de Rio Branco e 10 representantes de universidades parceiras.
“Capacitações como esta são fundamentais para quem atua na ponta. Agora, temos um método de alta eficácia para oferecer às nossas populações ribeirinhas e indígenas, que muitas vezes enfrentam dificuldades de acesso. Com o suporte do SUS, garantimos profissionais qualificados para realizar o procedimento com segurança e levamos mais dignidade e autonomia reprodutiva para essas mulheres”, enfatizou a médica Bruna Pantoja.

A formação possui carga horária teórica de 12 horas, dividida em dois dias, utilizando metodologias ativas para abordar direitos sexuais, justiça reprodutiva e manejo clínico.
- 1º Dia: Participação conjunta de médicos e enfermeiros, com foco em fundamentos teóricos e prática inicial com simuladores para médicos.
- 2º Dia: Dedicado exclusivamente aos enfermeiros, aprofundando a consulta de saúde sexual e a prática em simuladores.
Esta estratégia integra a Rede Alyne, um programa de cuidado integral focado na redução do número de gravidez não planejadas e no fortalecimento do planejamento reprodutivo em todo o Brasil. Para viabilizar essa iniciativa, o Ministério da Saúde investiu, somente em 2025, mais de R$ 2,2 milhões na logística de oficinas de qualificação em todo o país. No Acre, os avanços são visíveis: em outubro de 2025, o Estado recebeu a distribuição de 1.644 implantes contraceptivos.

“A oferta de simuladores e braços anatômicos durante a oficina é fundamental para elevar o padrão de qualificação dos nossos profissionais. Essa etapa prática permite que médicos e enfermeiros desenvolvam segurança técnica e habilidades manuais de forma direta antes da atuação clínica”, afirma Jessica Machado, assessora do Departamento de Gestão do Cuidado Integral da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (DGCI/Saps/MS).
Agência de Notícias do Acre

