Publicado em 15/04/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
A paralisação dos motoristas de ônibus, iniciada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (15), ganhou força ao longo do dia, com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Público do Acre (SINTTPAC) confirmando um escalonamento que retirou até 50% da frota das ruas no período entre as 9h e 16h.
O movimento é uma resposta direta ao que a categoria classifica como “descaso absoluto”. Segundo o presidente do sindicato, Antônio Neto, a paralisação é motivada pelo atraso salarial referente ao mês de março — que já soma 15 dias — e por irregularidades graves nos repasses de encargos trabalhistas.
A situação dos usuários é agravada por um fator extra: a própria empresa Ricco Transportes, concessionária do serviço, não teria colocado todos os veículos à disposição. De acordo com o sindicato, dos 96 ônibus previstos para operar na capital, apenas 76 saíram da garagem nesta manhã.
“A própria empresa já segurou 20 carros lá. Nós estamos parando 60% dos 76 que saíram para rodar, e não dos 96 previstos. Isso mostra o descaso com a população”, explicou o sindicalista. A dinâmica da greve prevê que, após as 16h, o percentual de paralisação recue para 30%, permitindo que 20% da frota retorne ao serviço para o horário de pico noturno.
Até o momento, não há sinal de acordo. O SINTTPAC afirma que a empresa não abriu canais de diálogo e que a categoria está irredutível quanto à retomada das atividades: a greve só termina com o dinheiro na conta.
O que diz o outro lado
Até o fechamento desta matéria, a Ricco Transportes não se manifestou oficialmente sobre os atrasos salariais ou sobre as denúncias de retenção de valores de INSS e consignados. O espaço segue aberto para o posicionamento da empresa.
Enquanto o impasse jurídico e financeiro continua, as paradas de ônibus em Rio Branco seguem superlotadas, com usuários enfrentando tempos de espera que dobraram em relação aos dias comuns.

