Publicado em 14/04/2026
Foto: Sérgio Vale
Por Redação
O centro da capital acreana foi palco de uma intensa mobilização de motoristas e motociclistas de aplicativo na manhã desta terça-feira (14). O grupo se reuniu na Praça do Juventus para protestar contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152, que avança na Câmara Federal e propõe a regulamentação da categoria em nível nacional.
Cerca de 100 veículos, entre carros e motocicletas, participaram da concentração antes de seguirem em carreata e passeata com destino ao Palácio Rio Branco. A mobilização ocorreu simultaneamente à votação do projeto por uma comissão especial em Brasília.
Um dos pontos centrais da revolta dos trabalhadores diz respeito ao poder discricionário das plataformas digitais sobre o banimento de profissionais. Segundo os manifestantes, o texto atual não impõe limites claros para o desligamento de motoristas.
As principais exigências financeiras incluem:
Reajuste na Taxa Mínima: A categoria rejeita o valor de R$ 8,50 proposto e exige um piso de, no mínimo, R$ 10,00.
Adicional por Quilometragem: Crítica à ausência de valores adicionais por distância percorrida (Km).
Limitação de Taxas: Pedido para que haja um teto no percentual que a plataforma pode cobrar sobre o valor total da corrida.
O ato encerrou-se em frente à sede do Governo Estadual, onde os trabalhadores reforçaram o apelo para que a bancada federal acreana vote contra os trechos que prejudicam os ganhos da classe. Até o momento, as principais plataformas de transporte não se pronunciaram sobre a mobilização no Acre.

