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domingo, 5 de julho de 2026
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Política

Urnas abrem em Portugal para segundo turno das eleições presidenciais

Publicado em 08/02/2026

Urnas abrem para o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal  • Reuters

Pesquisas indicam vitória do candidato de esquerda António José Seguro

Da Reuters | CNN
As urnas em Portugal abriram às 8h (5h do horários de Brasília) deste domingo (8) no primeiro segundo turno das eleições presidenciais do país em 40 anos. A votação acontece em meio à crescente fragmentação política.

O candidato de esquerda António José Seguro deverá obter uma vitória no segundo turno das eleições presidenciais portuguesas, segundo as pesquisas de opinião. Ele recebeu o apoio de importantes conservadores para impedir a vitória do candidato de direita, André Ventura.

Enquanto Seguro e Ventura encerravam suas campanhas nas áreas atingidas por tempestades em Portugal na sexta-feira (6), todas as pesquisas indicavam que Seguro obteria entre 50% e 60% dos votos, aproximadamente o dobro da porcentagem de Ventura. Cerca de dois terços dos entrevistados disseram que jamais votariam em Ventura.

Ventura, um carismático ex-comentarista esportivo, disse estar “estupefato” com o apoio da centro-direita a Seguro. No entanto, espera-se que a votação amplie ainda mais sua influência política, refletindo a ascensão da extrema-direita em toda a Europa.

A eleição ocorre em um momento em que a Península Ibérica está sendo castigada pela tempestade Marta, a mais recente de uma série de tempestades nas últimas semanas que trouxeram chuvas fortes, trovões, neve e ventos intensos.

Em Portugal, as fortes chuvas obrigaram três cidades a adiar a votação presidencial de domingo (8) para a próxima semana. As autoridades mobilizaram mais de 26.500 socorristas para lidar com os impactos.

Embora a presidência portuguesa seja um cargo em grande parte cerimonial, ela carrega um peso político significativo em momentos de crise, já que o chefe de Estado pode dissolver o parlamento, destituir o governo, convocar eleições antecipadas e vetar leis.

O presidente conservador, Marcelo Rebelo de Sousa, está no cargo desde 2016 e está constitucionalmente impedido de concorrer a um terceiro mandato consecutivo de cinco anos. Ele usou seu poder para convocar eleições antecipadas três vezes, em 2021, 2023 e 2025.

 

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