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IML realiza procedimentos periciais em aldeia indígena após morte de agente de saúde em acidente fluvial em Sena Madureira

Publicado em 31/01/2026

IML atua de forma excepcional em aldeia indígena de Sena Madureira, realizando todos os procedimentos periciais no local após acidente fluvial no rio Iaco. Foto: cedida

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), com atuação do Instituto Médico Legal (IML) e apoio do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI), realizou, na sexta-feira, 30, todos os procedimentos periciais no local de residência do agente de saúde indígena Isaias Salomão Manchineri, que veio a óbito em um acidente fluvial ocorrido na zona rural de Sena Madureira, no interior do Acre, em uma região de difícil acesso, nas proximidades da fronteira com o Peru.

O acidente aconteceu no rio Iaco, quando a vítima viajava em uma canoa e, durante o trajeto, um barranco cedeu às margens do rio, provocando a queda de uma árvore de grande porte sobre a embarcação, em decorrência de um desmoronamento. O impacto foi fatal.

Diante das dificuldades de acesso à localidade e das condições adversas do tempo, uma equipe do IML se deslocou de Rio Branco por volta das 9h, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), até a Aldeia Santa Cruz. No local, foi montada uma estrutura provisória para a realização de todos os procedimentos periciais necessários.

De forma excepcional, os exames foram realizados integralmente na própria comunidade, sem a necessidade de remoção do corpo ou de exames complementares, possibilitando a liberação imediata à família. A medida respeitou tanto os protocolos legais quanto as particularidades culturais da comunidade indígena, além de garantir celeridade e dignidade no atendimento.

IML e CIOPAER atuando lado a lado com a comunidade indígena da Aldeia Santa Cruz, em Sena Madureira. Foto: cedida

Segundo o diretor do Instituto Médico Legal, Dr. Ítalo Maia, a atuação seguiu rigorosamente os critérios técnicos e humanos exigidos pela situação. “Diante das condições de difícil acesso, do mau tempo e da localização remota da comunidade, o Instituto Médico Legal adotou um procedimento excepcional, montando toda a estrutura necessária no próprio local onde a vítima residia. Essa atuação garantiu que todos os exames periciais fossem realizados com segurança, legalidade e respeito à família e à cultura da comunidade indígena, permitindo a liberação imediata do corpo, sem a necessidade de remoção ou exames complementares”, destacou.

Após a conclusão dos trabalhos periciais e a liberação do corpo aos familiares para a realização dos ritos fúnebres, a equipe do IML, com apoio do Ciopaer, retornou à capital por volta das 16h.

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