Publicado em 20/01/2026
Uma intensa tempestade solar mantém a Terra sob alerta entre a noite desta segunda-feira (19) e a madrugada de terça (20). O evento é causado por uma forte Ejeção de Massa Coronal (EMC), fenômeno em que o Sol libera grandes quantidades de partículas energéticas em direção ao espaço — algumas delas com trajetória direta para o planeta.
Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), órgão ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), foi emitido um alerta de nível G4, classificado como severo em uma escala que vai até G5. A expectativa é que o impacto mais intenso da EMC ocorra justamente durante a noite.
Auroras podem aparecer fora das regiões polares
Com a chegada das partículas solares, a interação com o campo magnético terrestre pode intensificar o fenômeno das auroras. Projeções indicam a expansão do chamado “oval auroral”, que normalmente permanece restrito às proximidades dos polos, alcançando latitudes incomuns no Hemisfério Norte.
Em casos de maior intensidade, as auroras podem apresentar tonalidades avermelhadas e ser observadas logo após o anoitecer ou antes do amanhecer, desde que o céu esteja escuro e livre de poluição luminosa. Durante o dia, o fenômeno não é visível.
Possíveis impactos em sistemas tecnológicos
Apesar do espetáculo visual, tempestades geomagnéticas severas exigem atenção das autoridades e empresas de infraestrutura. Especialistas alertam que eventos dessa magnitude podem provocar interferências em:
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Comunicações por rádio de alta frequência
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Sistemas de navegação por satélite, como GPS
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Satélites em órbita baixa
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Redes elétricas, devido à indução de correntes no solo
Diante do risco, setores como energia, telecomunicações e aviação costumam intensificar o monitoramento e adotar medidas preventivas.
Entenda como surgem as auroras
A aurora boreal ocorre quando partículas altamente energizadas provenientes do Sol atingem a atmosfera terrestre e colidem com átomos de oxigênio e nitrogênio. Esse processo libera energia na forma de luz, criando os conhecidos efeitos luminosos no céu.
Durante períodos de maior atividade solar — como o atual pico do ciclo do Sol — essas partículas conseguem atingir regiões mais afastadas dos polos, ampliando a área de ocorrência do fenômeno.
Mesmo assim, o Brasil permanece fora da zona de visibilidade das auroras, por estar localizado em baixas latitudes.
Eventos como este são monitorados de perto por cientistas e agências espaciais por integrarem o chamado clima espacial, um conjunto de fenômenos naturais capazes de impactar diretamente tecnologias essenciais do cotidiano moderno.
Fonte: NOAA / Space Weather Prediction Center (SWPC)

