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Número de mortos em ataques dos EUA à Venezuela subiu para 80, diz NYT

Publicado em 04/01/2026

Erika Utera, irmã do operador de transmissão Carlos Bracho, abraça um familiar junto aos escombros após um ataque aéreo dos EUA destruir uma torre de TV e telefone que desabou sobre sua casa, matando uma vizinha e ferindo sua filha, em El Hatillo, nos arredores de Caracas
Imagem: Maxwell Briceno / Reuters

Do UOL, em São Paulo

O número contabilizado de mortos durante os ataques de forças norte-americanas à
Venezuela dobrou de ontem para hoje, chegando a 80 pessoas, segundo apuração do
jornal norte-americano The New York Times.

O que aconteceu

Ontem, NYT havia divulgado 40 mortos, entre militares e civis, após os
bombardeios dos EUA. A informação atualizada sobre o número de vítimas foi
repassada hoje ao jornal por um alto funcionário venezuelano, que falou em condição
de anonimato. Ele acrescentou que a quantidade de mortes ainda pode aumentar.

Presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem que “muitos cubanos
morreram”, sem informar um número. “Sabe, muitos cubanos perderam a vida
ontem à noite. Você sabia disso?”, disse Trump em entrevista ao New York Post. Ele
também afirmou que nenhum militar americano morreu durante a ação.

Mais cedo, o ministro da Defesa venezuelano afirmou que grande parte da
equipe de segurança de Maduro foi morta nos ataques. O general Vladimir
Padrino falou sobre as supostas mortes em uma declaração pela televisão hoje, sem
dar o número exato.

“Sequestro covarde [de Maduro] aconteceu depois de assassinar a sangue frio
grande parte de sua equipe de segurança”, afirmou o ministro. Padrino está no
cargo desde 2014 e é um militar do alto escalão venezuelano.

Detonações e sobrevoo de aviões foram ouvidos na capital Caracas nas
primeiras horas do sábado. Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram detidos durante a
madrugada em “questão de segundos” e não tiveram tempo de reagir, disse Donald
Trump.

Maduro e a esposa chegaram a Nova York na noite de ontem após serem
capturados em solo venezuelano pelos EUA. Eles chegaram de avião no Aeroporto
Internacional Stewart de Nova York.

Pouco depois do ataque, Trump havia dito que poucos norte-americanos ficaram
feridos e nenhum deles morreu. Afirmou ainda que integrantes das forças norteamericanas que capturaram o presidente da Venezuela sofreram alguns ferimentos.

 

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