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MDB e PL largam na frente na disputa pelo Senado em meio à disputa entre governo e bolsonaristas

Publicado em 01/01/2026

Levantamento do ‘Estadão’ com base em pesquisas eleitorais identificou candidatos favoritos para 32 das 54 vagas abertas na Casa Alta

Por Bianca Gomes e Pedro Augusto Figueiredo | ESTADÃO

A eleição para o Senado Federal se tornou o principal campo de batalha entre o bolsonarismo e o governo Lula (PT) em 2026 após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) definir a estratégia de conseguir maioria para eleger o presidente da Casa Alta e pautar o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Levantamento feito pelo Estadão com base em pesquisas eleitorais de diferentes institutos em todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal mostra que MDBPL e PP são as siglas com mais pré-candidatos despontando como favoritos. Ainda é cedo, porém, para concluir se a tática bolsonarista dará certo ou será minada pelas alianças regionais do PT com partidos de centro e do Centrão, sobretudo no Nordeste.

O critério utilizado para definir os nomes que largam na frente foi a vantagem superior à margem de erro em um ou mais cenários testados pela pesquisa – em parte dos casos, políticos que já declararam publicamente que serão candidatos a outros cargos, como governador, foram desconsiderados.

O método permitiu identificar nomes para 60% das 54 vagas que estarão em disputa no ano que vem. Nos 40% restantes, o cenário segue indefinido: em alguns Estados há um favorito apenas para a primeira vaga; em outros, nem sequer há clareza sobre quem serão os candidatos. São Paulo é exemplo disso. À esquerda, não há nomes definidos – o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), não quer disputar a eleição e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) prefere se manter no posto. À direita, persiste a incógnita envolvendo Eduardo Bolsonaro (PL) e quem ocuparia seu lugar na chapa bolsonarista ao Senado.

O cenário também está totalmente indefinido em Minas Gerais, Amazonas, Rio Grande do Sul, Sergipe e Rondônia.

Oito emedebistas aparecem em primeiro ou segundo lugar nas pesquisas. A maioria é aliado de Lula no Nordeste, como Renan Calheiros (MDB-AL), Eunício Oliveira (MDB-CE), Helder Barbalho (MDB-PA), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Marcelo Castro (MDB-PI).

O desempenho deve ajudar a reforçar as fileiras governistas no Senado, já que, no caso do PT, apenas o ministro Rui Costa (PT-BA) e o senador Humberto Costa (PT-PE) são favoritos neste momento. Os petistas podem emplacar mais nomes, como José Guimarães (PT-CE), a governadora Fátima Bezerra (PT-RN), e a reeleição do senador Jaques Wagner na Bahia.

O PL elegeria, pelas pesquisas atuais, ao menos seis senadores, com destaque para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), Carlos Bolsonaro (PL-SC), o filho de Bolsonaro, e o governador fluminense Cláudio Castro (PL-RJ). Há aliados do ex-presidente que se elegeriam por outros partidos, como os governadores Gladson Cameli (PP-AC), Antônio Denarium (PP-RR) e Ibaneis Rocha (MDB-DF), além do senador Esperidião Amin (PP-SC).

A indefinição em 22 das 54 vagas em disputa turva a projeção do tamanho que cada bancada teria, impossibilitando cálculos sobre como ficaria a distribuição de força no Senado a partir de 2027.

Para Murilo Hidalgo, CEO do Paraná Pesquisas, porém, o cenário de hoje aponta que o bolsonarismo não deve conseguir maioria no Senado.

“Vamos, sim, ter um Senado conservador, mais à direita e voltado para a pauta de costumes. Mas senadores bolsonaristas, dispostos, por exemplo, a votar pelo impeachment de ministros do Supremo, não acredito que serão muitos. Os governadores que vão concorrer, como Antônio Denarium, Cláudio Castro, Mauro Mendes e Gladson Cameli, são favoritos e se situam no campo da centro-direita. Acho pouco provável que votem para cassar ministros do STF”, diz o CEO do instituto. Para ele, a tendência é que a maioria dos eleitos componha uma “direita governista”, nos moldes do Senado atual.

Hidalgo avalia que a possível candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, se for mantida, pode embaralhar ainda mais a disputa pelo Senado. “O Flávio muda bastante o cenário. Se for candidato, vai precisar lançar senadores para ter palanque e tende a apostar em nomes mais radicais.”

Veja abaixo o cenário em cada Estado:

Região Sudeste

Espírito Santo: PSB e PSD

O atual governador, Renato Casagrande (PSB), lidera com folga o levantamento da Real Time Big Data divulgado em dezembro, com 30% das intenções de voto nos cenários testados. O ex-governador Paulo Hartung (PSD) ainda não confirmou se será candidato, mas, na hipótese em que seu nome aparece como opção, assegura a segunda vaga ao Senado. Na ausência dele, o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos), a ex-senadora Rose de Freitas (MDB), o senador Fabiano Contarato (PT), Maguinha da Malta (PL) – filha do senador Magno Malta (PL), o deputado federal Da Vitória (PP) e o prefeito de Cariacica (ES), Euclério Sampaio, hoje no MDB, disputam a segunda vaga.

Minas Gerais: indefinido

Em Minas Gerais, o cenário está completamente indefinido. De acordo com pesquisa Real Time Big Data divulgada no início do mês, quatro candidatos estão empatados na margem de erro – dois deles ligados ao PT e ao presidente Lula e outros dois posicionados à direita.

A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), lidera numericamente com 17%, seguida do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), com 13%. Ex-aliado de Bolsonaro, o senador Carlos Viana (Podemos) tem 12%, mesmo patamar de Marcelo Aro (PP), secretário no governo de Romeu Zema (Novo).

Rio de Janeiro: PL e indefinido

No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL) lidera a corrida pelo Senado nos dois cenários testados pela Real Time Big Data, que deixam de fora o senador Flávio Bolsonaro (PL), que se lançou como pré-candidato a presidente. A segunda vaga está embolada e nomes como Pedro Paulo (PSD), Carlos Portinho (PL), Anthony Garotinho (Republicanos) e Benedita da Silva (PT) estão em empate técnico.

São Paulo: indefinido

O cenário paulista segue sem definição diante da falta de clareza de quem serão os candidatos, tanto à direita como à esquerda. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), não quer ser candidato e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) prefere reeditar a chapa nacional com Lula. Há dúvidas se o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) conseguirá sair candidato e, mais ainda, sobre quem o substituirá se ele não puder concorrer.

O deputado Guilherme Derrite (PP), que já se lançou como pré-candidato, aparece bem posicionado na Real Time Big Data, empatando tecnicamente nas primeiras posições com Haddad, Alckmin e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) nas duas primeiras posições em diferentes cenários testados.

Região Sul

Paraná: PSD e indefinido

A direita larga na frente no Paraná. O governador Ratinho Jr. (PSD), que também é cotado para disputar o Palácio do Planalto, lidera a corrida para o Senado com 31% das intenções de voto, segundo a Real Time Big Data.

A disputa pela segunda vaga está embolada, mas há predominância de candidatos de direita. Cristina Graeml (União), com 14%, e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) com 13%, estão empatados tecnicamente entre si e também com a ministra Gleisi Hoffmann (PT), com 10%, e o deputado Zeca Dirceu (PT), com 8%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Rio Grande do Sul: indefinido

O Rio Grande do Sul caminha para ter uma das disputas pelo Senado mais disputadas do País. Há empate técnico na Real Time Big Data entre o governador Eduardo Leite (PSD), que também pode disputar a Presidência, a ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PSOL), o deputado federal e o ex-ministro Paulo Pimenta (PT), o deputado federal Marcel van Hattem (Novo). O deputado federal Sanderson (PL) também entra na briga, mas pela segunda vaga.

Santa Catarina: PL e PP

A direita é favorita em todos os cenários testados em Santa Catarina. No Estado, há uma disputa entre o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), a deputada Caroline de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP) para definir quem serão os dois candidatos do bolsonarismo. Os três se alternam nas duas primeiras colocações a depender da configuração da chapa. Os dados são da Real Time Big Data.

Centro-Oeste

Distrito Federal: PL e MDB

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera numericamente no Paraná Pesquisas. Depois dela, vem o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que está empatado tecnicamente com Michelle dentro da margem de erro.

Goiás: União Brasil e indefinido

A primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado (União), é a mais bem posicionada na disputa pelo Senado no Estado. Na pesquisa do instituto Paraná do mês de dezembro, ela lidera com 36,1% no primeiro cenário e chega a 40,1% no segundo. A briga pela segunda vaga está embolada e varia conforme o cenário testado, envolvendo nomes como o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL), o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o ex-deputado bolsonarista e vereador de Goiânia Major Vitor Hugo (PL) – este último, no entanto, já disse que concorrerá à Câmara.

Mato Grosso: União Brasil e MDB

A direita está bem posicionada para levar as duas vagas no Estado. No principal cenário da Paraná Pesquisas de dezembro, o governador Mauro Mendes (União) lidera com 65,6%, seguido da deputada estadual Janaína Riva (MDB), com 36,4%.

Mato Grosso do Sul: PL e indefinido

O PL é predominante nas primeiras posições no Mato Grosso do Sul. O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) está na liderança com mais de 30% das intenções de voto nos dois cenários testados pela Real Time Big Data em novembro. O segundo colocado é o bolsonarista Capitão Contar (PL), empatado tecnicamente com o senador Nelsinho Trad (PSD), que apoiou Jair Bolsonaro nas duas últimas eleições.

A pesquisa aponta que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), teria chances de brigar pela segunda vaga – ela está empatada com Trad e Contar no limite da margem de erro. Tebet, no entanto, pode mudar o domicílio eleitoral para São Paulo e disputar a vaga pelo Estado.

Nordeste

Alagoas: MDB e PP

Em Alagoas, o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP) lideram numericamente em todos os cenários testados pelo Paraná Pesquisas. Mas a disputa não está resolvida: a primeira-dama de Maceió, Marina Cândia, o ex-deputado estadual Davi Davino Filho (Republicanos) e o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil) aparecem logo atrás, colados em Renan e Lira. Em um dos quatro cenários testados, Alfredo Gaspar aparece em empate técnico com Lira.

Entre os nomes testados, Gaspar é o que mais se aproxima do campo bolsonarista. Ex-aliado da família Calheiros, hoje é apoiador de Bolsonaro e ganhou espaço entre correligionários do ex-presidente ao relatar o projeto para sustar a ação penal de Alexandre Ramagem (PL-RJ) no STF na Câmara. O PL não colocou um nome para o Senado em Alagoas, mas deve apostar no prefeito de Maceió, JHC, para conquistar o governo. Líder nas pesquisas, ele não é visto como um nome ideológico do bolsonarismo e já enfrenta pressão para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

Bahia: PT e indefinido

A pesquisa mais recente da Real Time Big Data na Bahia mostra que o bolsonarismo deve enfrentar dificuldades no maior estado do Nordeste. No levantamento publicado no início do mês, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), lidera em todos os cenários testados. Três nomes brigam pela segunda posição: os governistas Jaques Wagner (PT) e Ângelo Coronel (PSD) e o ex-ministro do governo Bolsonaro, João Roma (PL), principal nome do campo bolsonarista no Estado.

Ceará: MDB e indefinido

No Ceará, o deputado federal e aliado do governo Lula Eunício Oliveira (MDB) lidera nos dois cenários testados pelo Paraná Pesquisas em dezembro. Na segunda vaga, a disputa é entre o senador bolsonarista Eduardo Girão (Novo) e o líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães (PT). No cenário sem o petista, Girão tem vantagem sobre o deputado federal Júnior Mano (PSB), aliado do governista Cid Gomes (PSB).

Girão, contudo, pode ser candidato a governador. O bolsonarismo caminhava para apoiar Ciro Gomesmas a aliança foi suspensa depois da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticar a articulação e defender apoio ao senador do Novo para o governo estadual. Lula terá o governador Elmano de Freitas (PT), que disputará a reeleição, como palanque.

Maranhão: PDT e indefinido

No Maranhão, o vice-líder do governo Lula no Senado, Weverton Rocha (PDT) lidera o principal cenário testado pela Real Time Big Data. O ministro dos Esportes, André Fufuca (PP), empata tecnicamente na segunda colocação com Lahesio Bonfim (Novo). Este último, contudo, foi oficializado pelo Novo como pré-candidato a governador, embaralhando a disputa pela segunda vaga.

A Real Time Big Data testou outros dois cenários, envolvendo respectivamente o governador Carlos Brandão (PSB) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Embora eles tenham bom desempenho, há dúvidas sobre se serão candidatos. Com a turbulência enfrentada na aliança com o PT no Estado, Brandão deve ficar no governo até o final de 2026 para tentar eleger o sucessor. Já Roseana enfrenta um tratamento contra um câncer de mama.

Paraíba: PSB e MDB

A Real Time Big Data de dezembro mostra o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), na liderança, com 30% das intenções de voto, seguido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB. O ex-ministro bolsonarista Marcelo Queiroga (PL) está atrás, com 14%. O prefeito de Patos (PB), Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), tem 9%.

Pernambuco: Solidariedade e PT

Em Pernambuco, nomes ligados à esquerda aparecem à frente nas pesquisas, enquanto o PL vive uma disputa interna entre o presidente estadual, Anderson Ferreira, e o ex-ministro bolsonarista Gilson Machado para definir quem será o candidato. Machado cogita até trocar de partido para concorrer. “Eu não conversei ainda com o Flávio (Bolsonaro). Sou soldado em qualquer partido que esteja. Espero ficar onde estou para o Senado. Se um dia tiver que sair do partido, não mudarei de camisa”, disse ele ao Estadão.

Pesquisa Datafolha divulgada em outubro e encomendada pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru mostra a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) na liderança da disputa ao Senado, com 39% das intenções de voto no cenário A. Em seguida, aparecem o senador Humberto Costa (PT), com 26%; Miguel Coelho (19%), presidente estadual do União Brasil, com 19%; e Eduardo da Fonte, deputado federal e presidente estadual do PP, com 18%. Gilson Machado pontuou 12%, e Anderson Ferreira, 10%.

Piauí: MDB e indefinido

Na Real Time Big Data, o senador Marcelo Castro (MDB), aliado de Lula, aparece na liderança, com 29%. Depois vem o deputado federal Júlio Cesar (PSD), também alinhado com Lula, com 20%, empatado tecnicamente com Ciro Nogueira (PP), do Centrão.

Rio Grande do Norte: PSDB e indefinido

No Rio Grande do Norte, o senador Styvenson Valentim (PSDB) é competitivo nos dois cenários testados pela Real Time Big Data. No primeiro, ele lidera a disputa, enquanto os demais candidatos, como a governadora Fátima Bezerra (PT) e os ex-prefeitos de Natal, Álvaro Dias (Republicanos) e Carlos Eduardo Alves (PSD), brigam pela segunda vaga.

No segundo cenário, sem Dias, Valentim registra 22%, empatado no limite da margem de erro com Fátima Bezerra e a senadora Zenaide Maia (PSD), com 16%.

Sergipe: indefinido

O cenário em Sergipe é imprevisível. Todos estão empatados tecnicamente de acordo com a Real Time Big Data, desde o deputado federal Rodrigo Valadares (União) e o ex-prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira (PDT), que estão numericamente à frente com 14%, até o senador Alessandro Vieira (MDB), o ex-ministro Márcio Macêdo (PT) e o senador Rogério Carvalho (PT), que têm 9% cada. Completam a lista o ex-senador Eduardo Amorim (PSDB) e André Moura (União) – embora vá disputar a eleição por Sergipe, ele é secretário de Governo de Cláudio Castro no Rio de Janeiro.

Norte

Acre: PP e indefinido

O atual governador Gladson Cameli (PP) lidera com folga a disputa pelo Senado do Acre no mais recente levantamento do Paraná Pesquisas, com intenção de voto acima de 40% nos cenários testados. Na briga pela segunda vaga, há empate técnico entre nomes de diferentes campos ideológicos, com variações a depender da simulação do instituto. Estão no páreo nomes como o senador bolsonarista Marcio Bittar (PL), o ex-senador e presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) Jorge Viana (PT), a ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB) e a ex-deputada federal Mara Rocha (Republicanos).

Amapá: Podemos e PSD

A primeira-dama de Macapá (AP)Rayssa Furlan (Podemos), é o nome mais bem posicionado no levantamento do instituto Paraná, com mais de 60% das intenções de voto nos cenários testados. O senador Lucas Barreto (PSD) aparece em segundo lugar, com o senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso, logo na sequência, em terceiro.

Amazonas: indefinido

No Amazonas, a Real Time Big Data mostra empate técnico dentro da margem de erro entre três concorrentes: o deputado federal bolsonarista Capitão Alberto Neto (PL), o senador Eduardo Braga (MDB) e o governador Wilson Lima (União).

Pará: MDB e PL

No Pará, o principal cenário do Paraná Pesquisas mostra o governador Helder Barbalho (MDB) na liderança, com 50,8%, e o deputado federal Delegado Éder Mauro (PL) em segundo lugar, com 32,2%.

Rondônia: indefinido

Em Rondônia, a pesquisa Real Time Big Data mostra que a disputa pelas duas vagas é entre o governador Marcos Rocha (União), a deputada federal Silvia Cristina (PP) e dois candidatos do PL: o senador Marcos Rogério (PL) e o vice-presidente do partido no Estado, Bruno Scheid. Deputado federal mais votado na última eleição, Fernando Máximo (União), que a princípio deve ser candidato a governador, também aparece bem posicionado em uma eventual disputa pelo Senado.

Roraima: PP e MDB

Em Roraima, a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), esposa de Romero Jucá (MDB), e o governador Antônio Denarium (PP) lideram a corrida pelas duas vagas ao Senado. A Real Time Big Data testou um cenário com Jucá no lugar de Surita, mas a substituição deixaria a segunda vaga em disputa, abrindo margem para os senadores Chico Rodrigues (PSB) e Mecia de Jesus (Republicanos), além do deputado federal Hélio Lopes (PL), originalmente eleito pelo Rio de Janeiro– o aliado de Bolsonaro estuda trocar o Rio de Janeiro pelo Estado.

Tocantins: Republicanos e PL

A disputa no Estado tende à direita, mas está condicionada a uma investigação policial contra o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Investigado em uma operação sobre desvios de recursos públicos na pandemia, ele foi afastado do cargo em setembro e reconduzido nas últimas semanas.

De acordo com a Real Time Big Data, Barbosa aparece em primeiro lugar na corrida pelo Senado, seguido do senador Eduardo Gomes (PL). Se o governador não disputar a eleição, Gomes assume a liderança e há uma disputa entre Carlos Gaguim (União), Vicentinho Júnior (PP) e Irajá (PSD) pela segunda vaga.

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