22.3 C
Rio Branco
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
Acre

Socorro Neri é a única parlamentar do Acre a votar contra o PL da Devastação: “é uma questão de responsabilidade com a vida e o futuro de todos”

Publicado em 17/07/2025

A deputada federal Socorro Neri foi a única representante do Acre a votar contra o Projeto de Lei nº 2.159/2021, conhecido como PL da Devastação, aprovado nesta madrugada de quinta-feira, 17, pela Câmara dos Deputados. A parlamentar avalia que a proposta representa um grave retrocesso jurídico, institucional e socioambiental para o país — e um risco direto à vida humana.

“O uso racional e sustentável do meio ambiente não é uma questão de esquerda ou de direita”, afirmou. “É uma questão de responsabilidade com a vida e com o futuro de todos.”

Segundo Socorro Neri, o texto aprovado fragiliza profundamente o Sistema Nacional do Meio Ambiente, compromete a proteção de direitos coletivos e difusos, viola dispositivos constitucionais e abre margem para o enfraquecimento da legislação ambiental. “Esse projeto desmonta a responsabilidade constitucional do Estado sobre a proteção e o uso racional do meio ambiente e a entrega aos responsáveis pelos empreendimentos”, criticou.

Ela ressalta que a proposta delega, sem diretrizes nacionais mínimas, a regulamentação do licenciamento ambiental a estados e municípios, o que fragmenta o sistema e compromete sua eficácia. Além disso, amplia o uso da Licença por Adesão e Compromisso (LAC), inclusive para empreendimentos de médio impacto, dispensando análise técnica prévia de mineração, por exemplo — o que compromete seriamente a prevenção de danos ambientais.

Socorro Neri chama atenção para o fato de que, mesmo sob regras mais rígidas, o Brasil já foi palco de grandes tragédias ambientais, como os desastres de Mariana e Brumadinho. “Imagina com a liberação automática de licenças. Este projeto abre caminho para que empreendimentos de alto risco operem com base apenas em autodeclarações, sem avaliação criteriosa de impactos ambientais e sociais”, alertou.

Além de ameaçar ecossistemas e comprometer o futuro da legislação ambiental brasileira, a deputada aponta que o projeto pode afastar o país de compromissos climáticos internacionais, prejudicar relações comerciais e aumentar a insegurança jurídica para empreendedores responsáveis.

“Ao invés de modernizar e aperfeiçoar o licenciamento ambiental, o PL 2.159 enfraquece a regulação, coloca vidas em risco e ameaça a sustentabilidade do nosso desenvolvimento. Por isso, votei contra e seguirei lutando por uma transição ecológica justa, que una proteção ambiental e crescimento econômico com responsabilidade social”, concluiu.

[Assessoria]

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Saúde do Acre apoia campanha Janeiro Roxo, de prevenção à hanseníase

Jamile Romano

Acre realiza vistoria em obras bolivianas de contenção da erosão na fronteira com Cobija

Raimundo Souza

Procon Acre destaca avanços, desafios e conquistas na defesa do consumidor em 2024

Jamile Romano

Semulher entrega Relatório do Orçamento Sensível ao Gênero ao MPAC e TCE

Redacao

Unidades de Saúde de Rio Branco ampliam testagem para detectar casos de sarampo

Jamile Romano

Ciclo de Palestras Mel do Acre reúne produtores de todas as regionais do estado na Expoacre

Marcio Nunes