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Endividamento e inadimplência do consumidor indicam um aumento no número de famílias endividadas no Acre

Publicado em 02/06/2025


A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) foi divulgada recentemente pela equipe econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Os dados são coletados mensalmente em todas as capitais, com aproximadamente 18.000 consumidores, onde são apurados indicadores de endividamento e inadimplência, que possibilitam traçar um perfil do endividamento, acompanhar o nível de comprometimento do consumidor com dívidas e a percepção em relação à sua capacidade de pagamento.

De acordo com as informações da CNC, o mês de maio de 2025 indicou, em todo o país, um aumento no número de famílias endividadas de 0,77%, atingindo 78,2% delas, mais de 13,112 milhões em todas as capitais.

Das famílias endividadas, 29,5% estão com dívidas em atraso, o que corresponde a 5.025.430 famílias, o maior índice desde maio do ano passado. Dessas famílias, 12,5% afirmam não ter condições de pagar suas dívidas nos próximos meses, o equivalente a 2.176.280 delas.

Do total de famílias, as mais endividadas são as com renda familiar de até 10 salários mínimos, sendo as que mais estão comprometidas as que obtêm renda entre três e quatro salários mínimos.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) analisa mensalmente os dados acreanos, indicando que, em maio do corrente ano, 82,3% das famílias acreanas afirmam estarem endividadas. Uma pequena redução de 0,23%, se comparado ao mês de abril do ano corrente, atingindo 96.868 delas em todo o estado.

Já as famílias com dívidas em atraso apresentaram uma elevação de 1,6%, atingindo 37,2% das famílias, ou mais de 43.800 delas. Por outro lado, enquanto em todo o país o número de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas entre 30 e 90 dias foi o menor desde maio do ano anterior, indicando uma redução nessa condição de inadimplência para 8,65% delas.

De acordo com o assessor da presidência da Fecomércio Acre, Egídio Garó, “é reflexo de que as famílias, especificamente as com renda inferior a 5 salários mínimos, estão mais atentas à contratação de novas dívidas, planejam sua economia doméstica e estão mantendo suas contas mais equilibradas. O instrumento que mais endivida as famílias continua sendo o cartão de crédito, seguido por crédito consignado, crédito pessoal, financiamento de veículos e de habitação”, concluiu Garó.

[Assessoria]

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