22.3 C
Rio Branco
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
GeralMundo

Trump aposta em Milei para ‘frear’ influência de Lula

Publicado em 18/01/2025

O presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump e o presidente da Argentina, Javier Milei, em conferência conservadora nos Estados Unidos
Imagem: 24.fev.2024-Handout / Argentina’s Presidency Press Office / AFP

Javier Milei desembarca em Washington DC, nos EUA, na manhã de hoje (18) entusiasmado para a posse de Donald Trump, de quem nunca negou ser fã. No domingo (19), está prevista uma reunião do argentino com a gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva.

Milei chega para a posse do mandatário americano com a imagem fortalecida na Argentina, segundo as últimas pesquisas, e com o desejo de “colar” em Trump para frear a influência de líderes da esquerda e centro-esquerda na América Latina, como Lula.

“Milei não deve conseguir limitar a influência mundial de Lula, mas pode enfraquecer alguns projetos que o presidente brasileiro tenha para a região, porque governar implica fazer alianças; nesse caso, a Argentina não opera como um governo aliado do Brasil, ainda que precise muito de Lula no âmbito econômico, já que o Brasil é um dos principais parceiros comerciais da Argentina”, analisou a cientista política argentina Anabella Busso, professora na Universidade Nacional de Rosário e pesquisadora do Conicet (Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas).

Outro fator que pode colaborar para enfraquecer a integração regional, tal como deseja Lula, é a falta de uma política e acordos regionais fortes, que funcionem de maneira efetiva. Essa lacuna, segundo especialistas, pode aumentar a influência de Trump na América Latina, em um contexto de desarticulação de alguns organismos, como a OEA (Organização dos Estados Americanos) e o enfraquecimento da CELAC (Comunidade de Estados Latinos Americanos e Caribenhos).

Milei é “respiro” de Trump no Cone Sul

De acordo com Busso, Milei pode ser um “respiro” para Trump na América do Sul, onde o norte-americano não tem interlocução com a maioria dos países, principalmente os que integram o Cone Sul (Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai) e que são governados por políticos de esquerda e centro-esquerda.

“A Argentina seria o único país com relevância geopolítica que está alinhada com a política de extrema-direita e a agenda de Trump. Mas apesar da aliança com Milei não ser central para Trump, trata-se de uma aproximação relevante ao domínio geopolítico dos EUA sobre a região, lembrando que a Argentina foi o único país na CELAC que rejeitou no final do ano passado um projeto para defender o Canal do Panamá.”

Anabella Busso, professora na Universidade Nacional de Rosário e pesquisadora do Conicet

Em dezembro, Trump anunciou que durante seu segundo mandato poderia exigir que o Canal do Panamá fosse incorporado aos Estados Unidos, contrariando acordos assinados entre ambos países desde 1977.

A retirada do apoio da Argentina foi considerada por muitos especialistas como um fracasso para o bloco, uma vez que, por determinação dos países do grupo, as resoluções só são deliberadas quando há unanimidade,

Além de frear a influência de líderes de esquerda na América Latina, Milei pode ser um aliado de Trump na tentativa de barrar o avanço da China na América do Sul,

UOL

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Vacinação contra gripe na região Norte/ Acre e outros estados continua até julho deste ano de 2025

Raimundo Souza

Polícias Civis de Roraima e do Acre capturam foragido listado na Interpol

Kevin Souza

Governo busca R$ 30 bilhões com corte de gastos e mais impostos em novo pacote

Raimundo Souza

Fundhacre realiza primeiro implante de prótese testicular do estado

Redacao

Mega-Sena: prêmio deste sábado está estimado em R$ 3,5 milhões

Kevin Souza

Operação Verão 2025 garante 300 toneladas de asfalto para recuperação de ruas no Bujari

Raimundo Souza