Publicado em 07/07/2026
Foto: Reprodução
Por Alessandra Karoline
O sonho americano na Copa do Mundo de 2026 terminou em pesadelo e debaixo de intensas vaias no Lumen Field, em Seattle, nesta segunda-feira (6). Os Estados Unidos, coanfitriões do torneio, foram impiedosamente goleados pela Bélgica por 4 a 1 e deram adeus à competição nas oitavas de final.
A eliminação precoce repete exatamente a mesma campanha de 1994, quando o país sediou o Mundial pela primeira vez e caiu nesta mesma fase (na ocasião, derrotado pelo Brasil por 1 a 0). Porém, o adeus de 2026 carrega contornos muito mais dramáticos, misturando um apagão tático em campo com uma crise política nos bastidores impulsionada por Donald Trump.
A polêmica dos bastidores: A “mãozinha” da Fifa a pedido de Trump
O clima para a partida já começou tenso devido a uma interferência direta que gerou revolta no cenário internacional. O atacante norte-americano Folarin Balogun havia sido expulso no jogo anterior contra a Bósnia e Herzegovina e deveria cumprir suspensão automática. No entanto, em uma decisão inédita e amplamente criticada, a Fifa retirou a punição do atleta às vésperas do confronto.
A reviravolta ocorreu após uma forte pressão pública de Donald Trump. O ex-presidente e atual figura central da política americana utilizou suas redes sociais nos últimos dias para atacar a arbitragem do torneio, classificando a expulsão de Balogun como “uma fraude contra a nação” e exigindo abertamente que a Fifa agisse para proteger o país anfitrião.
Fontes de bastidores indicam que o temor de boicotes políticos e pressões financeiras sobre a organização fizeram a entidade máxima do futebol ceder. Balogun acabou escalado como titular, mas a polêmica “ajudinha” institucional acabou se provando inútil diante do futebol apresentado em campo.
Baile belga cala o Lumen Field
Quando a bola rolou, a Bélgica ignorou o favoritismo político dos donos da casa e deu um show de futebol coletivo. O grande nome da partida foi o jovem Charles De Ketelaere, que desequilibrou a defesa americana e marcou dois gols. O veterano Romelu Lukaku e o meia Hans Vanaken completaram a goleada belga.
Os Estados Unidos pareceram sentir a pressão de toda a polêmica. Desorganizada, a equipe pouco criou. O único momento de celebração para a torcida local veio dos pés de Malik Tillman, que marcou um belo gol de falta para descontar o placar, mas que não foi suficiente para iniciar uma reação.
Enquanto os Estados Unidos iniciam um doloroso processo de autocrítica — lidando com as críticas à comissão técnica e à vergonha institucional da interferência extra-campo —, os belgas celebram.
A Bélgica avança para as quartas de final e terá pela frente um clássico europeu contra a Espanha, que eliminou Portugal por 1 a 0. O superconfronto está marcado para a próxima sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles.

