Publicado em 25/06/2026
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Por Redação
O Conselho Municipal de Transporte Público de Rio Branco aprovou, na noite desta quarta-feira (24), a nova tarifa técnica de R$ 11,29 por quilômetro rodado para a empresa JTP Transportes. A concessionária foi a única a apresentar proposta no chamamento público da Prefeitura e assumirá, em caráter emergencial, a operação do transporte coletivo da capital, substituindo a Ricco Transportes.
O novo valor representa um reajuste técnico expressivo de 51,1% em comparação ao que é pago atualmente à Ricco (R$ 7,47 por quilômetro). A decisão foi aprovada com ampla maioria, registrando 11 votos favoráveis e duas abstenções.
A Superintendência de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans) apressou-se em esclarecer que a mudança não trará impacto no bolso dos passageiros. O valor da passagem cobrado nas catracas continuará congelado em R$ 3,50.
A diferença real entre o preço pago pelo usuário e o custo operacional de R$ 11,29 (a chamada tarifa técnica) continuará sendo integralmente bancada pelos cofres do município por meio de subsídios financeiros repassados à empresa de ônibus.
O contrato emergencial com a atual operadora, a Ricco Transportes, termina no próximo dia 3 de julho. A meta da RBTrans é acelerar os trâmites burocráticos nos próximos dias para garantir que a transição de comando ocorra sem nenhuma interrupção das linhas para os trabalhadores e estudantes da capital.
Conforme as diretrizes do plano operacional aprovado, a JTP Transportes terá que colocar nas ruas de Rio Branco uma frota de 120 ônibus convencionais, trazendo duas exigências contratuais importantes para o conforto e a inclusão de 100% de acessibilidade para pessoas com deficiência e sistema de ar-condicionado em todos os veículos.
Atual operadora justifica falhas por “limitação financeira”
Durante a reunião do conselho, a sócia-proprietária da Ricco Transportes, Bruna Fernandes Dias, quebrou o silêncio sobre a saída da empresa. Ela reconheceu que a concessionária enfrentou duras dificuldades na prestação do serviço recentemente, mas justificou que os problemas estavam diretamente ligados à baixa remuneração do contrato anterior.
“A diferença entre os R$ 7,47 que recebemos e os R$ 11,29 agora aprovados para a nova empresa demonstra a severa limitação financeira que enfrentamos para manter os ônibus rodando”, afirmou a empresária.
Apesar das queixas financeiras, a direção da Ricco declarou que não irá impor barreiras à mudança e se comprometeu a colaborar ativamente com o processo de transição para que a população não seja prejudicada na próxima semana.

