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Nova fissura perto de cabeceira de ponte desabada ameaça desmoronar casas em Sena Madureira

Publicado em 06/06/2026

Foto: Gleison Junior/Orna Audiovisual

O drama dos moradores de Sena Madureira ganhou um novo capítulo de tensão na manhã deste sábado (6). Após a queda da Ponte Frei Paolino Baldassari, ocorrida na noite de sexta-feira (5), a aparição de uma grande fissura no solo, nas proximidades da cabeceira da estrutura, está gerando pânico na comunidade do Segundo Distrito — a região que era a principal beneficiada pela obra.

Moradores locais relatam que a terra continua se movimentando e que o impacto do desabamento desestabilizou o terreno ao redor, colocando residências em risco iminente de desabamento.

Toinho Apolinário, uma das lideranças locais e morador tradicional do Segundo Distrito, afirmou que a fragilidade do solo já havia sido alvo de denúncias anteriores. Segundo a análise visual feita por ele, o próprio peso do terreno pode ter influenciado o colapso da ponte.

“Eu conheço esse solo daqui. Aqui fez uma lua, a terra quebrou e levou todo esse peso desse barro da estrutura para cima da ponte. É tanto que a ponte foi para o lado do Primeiro Distrito, jogou para lá”, explicou Apolinário.

O morador fez um apelo dramático para que as autoridades realizem uma varredura imediata nas moradias vizinhas, onde o recuo do barranco já passa de 50 centímetros em alguns pontos.

“Casas estão aqui penduradas, pessoas, famílias que não têm para onde ir. Estão correndo o mesmo risco que essa ponte correu, e o pior é que são vidas que estão em jogo. De ontem para cá, a rachadura aumentou mais ainda e está desmoronando. Esse solo aqui é muito frágil”, alertou. Registros fotográficos feitos no local confirmam que algumas residências tiveram seus esteios de sustentação arrancados com o impacto da movimentação de terra.

Foto: Gleison Junior/Orna Audiovisual

Diante do isolamento provocado pela perda da ponte, a comunidade do Segundo Distrito cobra ações enérgicas tanto da empresa responsável pela obra quanto da prefeitura e do governo estadual. Os moradores exigem um levantamento urgente da Defesa Civil para desocupar as áreas de risco antes que ocorra um novo acidente.

Além do risco habitacional, o isolamento geográfico já afeta o cotidiano das famílias. Apolinário direcionou um pedido público de assistência ao prefeito municipal, Gerlen Diniz.

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