Publicado em 05/06/2026
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Por Redação
O Acre ocupa a 24ª posição no ranking nacional dos estados com o menor custo do Poder Executivo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O dado consta no levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) no Ranking de Competitividade dos Estados.
O estudo analisa o percentual de recursos públicos destinados à administração direta dos governos estaduais em comparação ao tamanho da economia local. O critério da avaliação é simples: quanto menor o percentual de gastos, melhor é o desempenho e a eficiência do estado no indicador.
Com um índice de 1,64%, o Acre se posiciona entre as unidades da Federação com maior comprometimento proporcional de recursos para a manutenção da máquina pública estadual. No ranking geral, o estado supera apenas três estados: Sergipe (25º), Roraima (26º) e Amapá (27º).
O desempenho do Acre também o coloca em posição desfavorável quando comparado aos seus vizinhos da Região Norte. O Amazonas, por exemplo, é o destaque regional, ocupando a 4ª colocação nacional com um índice de apenas 0,42%. O Pará aparece logo em seguida, em 9º lugar, registrando 0,49%.
Confira o cenário na Região Norte:
Amazonas: 0,42% (4º no país)
Pará: 0,49% (9º no país)
Rondônia: 1,05% (21º no país)
Tocantins: 1,42% (23º no país)
Acre: 1,64% (24º no país)
No topo do ranking nacional está São Paulo, considerado o estado com a estrutura mais enxuta do Executivo em relação ao PIB, com um índice de apenas 0,21%. Paraná (0,28%) e Rio Grande do Sul (0,36%) completam o pódio das três primeiras posições.
Metodologia e Eficiência Administrativa
Para construir o indicador, o CLP utiliza informações oficiais do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e estimativas do PIB elaboradas pela Tendências Consultoria.
De acordo com os analistas do CLP, o objetivo desse indicador é medir o peso real dos gastos da administração direta sobre a atividade econômica de cada localidade. Os estados que conseguem manter os percentuais mais baixos tendem a apresentar estruturas administrativas proporcionalmente mais eficientes e equilibradas face ao tamanho de suas economias.

