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8 de Janeiro

Publicado em 20/01/2025

    No nosso país, o que aconteceu no dia 08/01/2023,há que ser lembrado, já que houve uma tentativa de golpe

                             A nossa ruinosa e extremada polarização política continua fazendo da referida data, aquela que deva ser relembrada, até porque, as invasões das sedes dos nossos três poderes e as reações que advieram, já provaram e comprovaram que as referidas manifestações tiveram tudo a ver, com uma tentativa de golpe de Estado, ainda que, a maioria dos seus participantes sequer sabia da gravidade do crime que estavam cometendo. Portanto a eles, os chamados “paus mandados” suas irresponsabilidades carecem ser ponderadas, assim como, as suas condenações.

              Em relação aos seus mandantes, reporto-me aos seus organizadores, influenciadores, financiadores e propagandistas, por terem ciência da gravidade do referido crime, anistiá-los seria um imerecido prêmio, diria até, um estímulo a outras tentativas golpistas, afinal de contas, no nosso país, várias tentativas já ocorreram, e para nossa infelicidade, algumas se tornaram realidade. A lembrar, a proclamação da nossa própria República, já que a mesma resultou de um deles.

                       É neste particular, embora a minha pouca ou nenhum influência venha produzir algum efeito que volto a ponderar as punibilidades dos milhares de “paus mandatos” que participaram das referidas invasões. Quão bom seria se os radicais lulistas assim se comportassem.

                 Lamentavelmente, os radicais do bolsonarismo, pensam e agem diferentemente e ao defenderem uma anistia ampla geral e irrestrita, suas atenções estão voltadas em defesa dos seus mandantes, em particular, do ex-presidente Jair Bolsonaro, o principal interessado no sucesso do questionável golpe.

                         Dada a nossa extremada radicalização, e por sê-la de natureza pessoal, pouco tem tido a ver com a “realpolitik” cujo propósito será a busca da paz e a segurança internacional através da cooperação entre Estados, enquanto isto, boa parte do mundo, e nós brasileiros, inclusive, caímos na esparrela do bolsonarismo/lulismo, a despeito do imortal, Bertolt Brecht, haver sentenciado: “Maldita é a nação que precisa de heróis”.

                Quem merece ser tratado como herói, de antemão, precisa encontra-se morto, vivo jamais, até porque, e na atividade política, e muitos exemplos poderiam ser ofertados, os canalhas também envelhecem. Vejamos as cabeleiras brancas de vários deles.

                  Em si mesmo, a polarização Lula/Bolsonaro, só tem revelado uma coisa e bastante prejudicial ao fortalecimento da nossa democracia, posto que, o lulismo cresce sempre que o bolsonarismo decresce e vice-versa.

             Por último: que relembremos os heróis mortes sim, os vivos jamais.

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