Publicado em 09/03/2026
Foto: José Alex e Mara Rocha
Em edição especial do Dia Internacional da Mulher, o jornalista José Aleksandro recebeu a ex-deputada federal Mara Rocha, pré-candidata ao senado, para debater o cenário político nacional e os desafios estruturais do estado.
No último domingo, 8 de março, o programa X da Questão, transmitido pela TV Rio Branco (afiliada à TV Cultura) e pela Rádio Cidade FM 107.1, trouxe uma edição marcada pela reflexão ética e pela análise política. O apresentador José Aleksandro recuperando-se de um quadro de dengue e chikungunya, fez questão de cumprir seu compromisso com o telespectador, abrindo o programa com dois editoriais contundentes antes de iniciar a sabatina com a jornalista e ex-deputada federal Mara Rocha, pré-candidata ao Senado da República.
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Editorial I: A Força da Mulher na História
Abrindo as celebrações do Dia Internacional da Mulher, José Aleksandro dedicou seu primeiro editorial à importância do papel feminino desde as origens bíblicas até a atualidade:
“No princípio da história humana, quando o mundo ainda era silêncio e promessas, Deus criou o homem. Mas, ao olhar para a sua criação, o próprio Deus declarou algo profundo: ‘Não é bom que o homem esteja só’. Então, com amor e perfeição, ele criou a mulher. Assim nasceu Eva… a própria continuidade da vida.
Ao longo da Bíblia, encontramos histórias extraordinárias: Sarah, Rebeca, Ruth, Esther. E quando a história chegou ao momento mais importante, Deus escolheu Maria para trazer ao mundo a mensagem do amor e da esperança. Isso nos ensina algo extraordinário: quando Deus quis mudar a história da humanidade, Ele começou através de uma mulher. Não existe história da humanidade sem a grandeza da mulher. Que cada mulher seja respeitada, valorizada e protegida.”

Editorial II: A Responsabilidade do Eleitor
Em um tom mais crítico e voltado à cidadania, o segundo editorial focou na “infantilização política” do eleitor brasileiro e na necessidade de maturidade nas urnas:
“O Brasil não está assim apenas por culpa dos políticos. Está assim porque o eleitor permite. A cada eleição, repetimos o mesmo ciclo: esperança, paixão, idolatria, decepção e depois revolta — mas uma revolta sem autocrítica. O eleitor brasileiro quer milagre, mas não quer responsabilidade. Quer promessas grandiosas, mas não pergunta de onde virá o dinheiro.
O poder não nasce no Congresso, nasce na urna. Reclamamos da corrupção, mas relativizamos quando é do nosso lado. O problema não é apenas esquerda ou direita, lulismo ou bolsonarismo; o problema é tratar política como torcida organizada. Não existe país sério com eleitor inconsequente. Se o povo amadurecer, a política amadurece.”
Foto: Mara Rocha
A Entrevista: “É preciso passar o Brasil a limpo pelo Senado”
Ao receber Mara Rocha, José Aleksandro destacou o trabalho social da ex-deputada e suas entregas nos municípios acreanos. Mara, por sua vez, justificou sua pré-candidatura ao Senado pela necessidade de uma mudança profunda nas instituições brasileiras, citando o exemplo de El Salvador e do presidente Nayib Bukele como uma referência de combate à corrupção e à violência.
Foco no Senado Federal
Para Mara Rocha, o Senado é a chave para resolver os impasses institucionais do país, especialmente em relação ao Judiciário: “Não vejo outra forma de a gente passar o Brasil a limpo se a gente não mudar o Senado Federal. É ali que a gente vai começar uma mudança profunda, porque o Senado tem a prerrogativa de dar um basta nesses abusos que estão acontecendo pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou a pré-candidata, criticando senadores que, por possuírem pendências judiciais, ficam “nas mãos” da Suprema Corte.
Desafios para o Acre
Questionada sobre os principais desafios para o próximo governo do estado, Mara elencou três pilares:
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Produção Rural: Defendeu a trafegabilidade de ramais, assistência técnica e regularização fundiária.
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Saúde Pública: Criticou a precariedade do sistema atual e a falta de hospitais básicos em diversos municípios.
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Desenvolvimento Econômico: Lamentou o êxodo de mais de 60 mil acrianos e a falta de empresas para absorver a mão de obra jovem.
Mara relembrou legados de ex-governadores como Geraldo Mesquita (bacia leiteira), Vanderlei Dantas (pecuária) e Flaviano Melo (infraestrutura e habitação) para pontuar que o Acre “já foi melhor” e precisa recuperar o protagonismo.
Alianças Políticas
Sobre o grupo político ao qual pertence, Mara destacou a animação do senador Alan Rick, pré-candidato ao governo: “O Alan tem projetos muito bonitos, como o de saneamento básico e a criação de espaços de qualidade de vida, como um ‘Central Park’ em Rio Branco. Nós não queremos continuidade do que estamos vivendo hoje; queremos um Acre que abrace os empresários e gere emprego”.
VEJA OS EDITORIAIS NA ÍNTEGRA:

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1 – EDITORIAL — A FORÇA DA MULHER NA HISTÓRIA
“No princípio da história humana, quando o mundo ainda era silêncio e promessa, Deus criou o homem. Mas ao olhar para sua criação, o próprio Deus declarou algo profundo: ‘Não é bom que o homem esteja só.’ Então, com amor e perfeição, Ele criou a mulher. Assim nasceu Eva, a primeira mulher da humanidade, aquela que representaria não apenas companhia, mas a própria continuidade da vida. Desde aquele instante, a história da humanidade passou a ser escrita também pelas mãos, pela coragem e pela fé, das mulheres. Mulheres que geram vida. Mulheres que educam gerações. Mulheres que sustentam famílias. Mulheres que enfrentam dores profundas… e mesmo assim continuam acreditando no amanhã.” “Ao longo da Bíblia, encontramos histórias extraordinárias de mulheres que marcaram a caminhada da humanidade. Sara, que acreditou em Deus quando tudo parecia impossível. Rebeca, mulher de sabedoria e discernimento. Rute, que ensinou ao mundo que a fidelidade pode transformar destinos. Ester, que teve coragem de enfrentar o poder para salvar seu povo. Mas quando a história da humanidade chegou ao momento mais importante de todos… Deus escolheu novamente uma mulher. Uma jovem simples, de coração puro, chamada Maria. Foi através dela que nasceu Jesus Cristo, o Filho de Deus, aquele que veio trazer ao mundo a mensagem mais poderosa de todas: o amor, o perdão e a esperança. Isso nos ensina algo extraordinário: Quando Deus quis mudar a história da humanidade… Ele começou através de uma mulher.”
“Quantas mulheres continuam hoje vivendo essa mesma missão? Mães que enfrentam noites sem dormir para cuidar de seus filhos. Mulheres que trabalham duro para sustentar suas famílias. Mulheres que carregam dores silenciosas, mas nunca deixam de amar. Muitas vezes sem reconhecimento. Muitas vezes sem aplausos. Mas sempre firmes. Sempre fortes. Sempre acreditando.” (olhar direto para a câmera, pausa), “Se a humanidade começou com uma mulher…e se a esperança da salvação chegou ao mundo através de uma mulher…então precisamos reconhecer algo que jamais pode ser esquecido: não existe história da humanidade sem a grandeza da mulher. Que cada mulher seja respeitada, valorizada e protegida. Porque quando uma mulher caminha com fé… uma família se fortalece. uma geração se transforma. E a humanidade encontra um novo caminho de esperança. Que Deus abençoe todas as mulheres — hoje e sempre. Porque onde existe uma mulher de fé…Deus continua escrevendo um futuro melhor para o mundo.”

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2 – EDITORIAL — “ACORDA, BRASIL — A RESPONSABILIDADE É NOSSA!”
É duro ouvir. Mas precisa ser dito. O Brasil não está assim apenas por culpa dos políticos. Está assim porque o eleitor permite. A cada eleição, repetimos o mesmo ciclo: Esperança, paixão, idolatria, decepção. E depois… revolta. Mas revolta sem autocrítica é hipocrisia. Desde os tempos do coronelismo, passando pelo populismo, pelos regimes autoritários, pelos escândalos bilionários, pelos governos que dividiram o país em trincheiras ideológicas… o padrão é o mesmo. Nós escolhemos. Nós legitimamos. Nós sustentamos. E depois fingimos surpresa. O eleitor brasileiro quer milagre, mas não quer responsabilidade. Quer promessas grandiosas, mas não pergunta de onde virá o dinheiro. Quer discurso bonito, mas não lê plano de governo. Quer salvador da pátria, mas não aceita que democracia é trabalho coletivo. O poder não nasce no Congresso.
Nasce na urna. E cada voto mal pensado é uma assinatura no contrato do próprio sofrimento. Reclamamos da corrupção, mas relativizamos quando é “do nosso lado”. Reclamamos do radicalismo, mas aplaudimos quando confirma nossas emoções. Reclamamos da crise econômica, mas votamos em quem promete o impossível. O Brasil não adoeceu por acaso. Ele adoeceu pela soma de omissões. O problema não é apenas esquerda ou direita. Não é apenas lulismo ou bolsonarismo. Não é apenas governo ou oposição. O problema é a infantilização política do eleitor. Enquanto tratarmos política como torcida organizada, continuaremos vivendo como arquibancada — gritando, brigando e perdendo o jogo. A democracia exige maturidade. Exige estudo. Exige vigilância. Exige coragem de votar contra a própria emoção. Não existe país sério com eleitor inconsequente. Não existe prosperidade com voto irresponsável. Não existe estabilidade quando escolhemos pela raiva ou pelo fanatismo. O voto é uma arma poderosa. Pode construir hospitais… ou fechar hospitais. Pode fortalecer escolas… ou condenar uma geração. Pode garantir segurança… ou alimentar o caos. E cada quatro anos temos a chance de mudar. Mas mudar exige caráter. Exige reconhecer que o Brasil só será diferente quando o eleitor for diferente. A crise que vivemos não é apenas política. É moral. É cultural. É cidadã. Não basta cobrar honestidade dos governantes. É preciso praticar honestidade na escolha. Não basta exigir preparo dos candidatos. É preciso exigir de si mesmo preparo para votar. O Brasil não precisa apenas de novos líderes. Precisa de novos eleitores. Eleitores que não vendem voto. Que não negociam consciência. Que não trocam futuro por promessa. Se o povo amadurecer, a política amadurece. ACORDA BRASIL.
Eu sou José Aleksandro Jornalista e apresentador do X da Questão



