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Voto e mercadoria

Publicado em 24/05/2024

 Voto não é uma mercadoria que se compra,  que se vende e que se troca, e sim, que se dá.

            Toda vez que o pastor Silas Malafaia vem a público e diz que o poder do povo é soberano, na verdade, sua real intenção é a de subestimar a importância das nossas próprias instituições, até porque, não fossem elas, o povo precisaria ser convocado, praticamente todos os dias, para define o que devesse ser feito. Que o poder emana do povo é fato, mas não é por ele exercido.

Em qualquer democracia que se preze o povo tem que se fazer  presente, todas as vezes que são feitas as escolhas dos representantes, e nos três níveis de poder. Isto é o que podemos chamar, e no seu grau máximo, o que é soberania popular.

É ao prefeito de qualquer um dos nossos 5.560 municípios a quem compete escolher, por exemplos, as ruas que terão seus pavimentos melhorados e/ou os bairros mais necessitados de se construir uma escola ou um posto médico, até porque, se esta escolha dependesse da vontade de seus habitantes, no tempo desejável, não se chegaria a melhor solução.

O mesmo acontece com os governadores das nossas 27 unidades federadas, e particularmente, com o presidente da nossa República. É neste contexto que Sua Excelência, o “VOTO” precisa ser devidamente valorizado, jamais mercantilizado, sendo mais preciso, transformado numa mercadoria.

O eleitor que faz do seu voto uma mercadoria, de pronto, jamais poderá reclamar do candidato que comprou o seu voto, e se eleito, do seu desempenho.

Como o nosso mercado eleitoral insistirá em sobreviver, em sua oposição, a nossa zelosa “Justiça Eleitoral” deveria testar uma nova pregação que denominei de “calote cívico”. E no que consistiria esta novidade?

Simples assim: que os eleitores fossem conscientizados que não cometem um crime quando recebe determinados pagamentos em troca dos seus votos, e sim, quando entregam a mercadoria, ou seja, quando atende os interesses dos candidatos que buscam comprar o seu voto para obter um mandato eletivo.

Quando os eleitores passarem a calotear os candidatos compradores de votos, a nossa democracia muito ganhará e por extensão eles próprios, e por fim, nossa democracia.

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