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sábado, 29 de novembro de 2025
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Vice-governadora Mailza participa da gravação do documentário Sementes de Resistência que destaca trajetória de produtoras da Transacreana

Vice-governadora Mailza ouviu produtoras rurais durante gravação do documentário. Foto: Neto Lucena/Secom

A vice-governadora e secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, participou neste sábado, 29, da gravação do documentário Sementes de Resistência, produção que integra o estudo de pós-doutorado da professora e ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), Rosana Cavalcante. A pesquisa retrata “O papel das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia Transacreana”, sob supervisão da pesquisadora Dra. Viviane Kruel, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por meio da Escola Nacional de Botânica Tropical.

O estudo envolve mais de 300 mulheres do Movimento de Mulheres Camponesas da Transacreana e busca compreender como elas preservam práticas agrícolas, mantêm saberes tradicionais, utilizam plantas medicinais e fortalecem a segurança alimentar das comunidades rurais. O documentário, com lançamento previsto para março de 2026, dará visibilidade à força feminina no campo e às histórias de resistência das agricultoras da região.

Roda de conversa com mulheres produtoras

Durante a gravação, a vice-governadora participou de uma roda de conversa com cerca de 30 mulheres produtoras, respondendo perguntas feitas por lideranças da região e ouvindo demandas sobre ramais, acesso à saúde, regularização fundiária, apoio à produção e políticas públicas voltadas às trabalhadoras rurais.

Mailza respondeu perguntas feitas pelas produtoras da Transacreana e reforçou compromisso do governo com o campo. Foto: Neto Lucena/Secom

Mailza destacou que o governo tem atuado para ampliar programas voltados às mulheres do campo, como crédito rural, incentivo ao cooperativismo e fortalecimento das políticas de compra pública da agricultura familiar.

“Nosso trabalho é dedicado a essas mulheres, empreendedoras, extrativistas, agricultoras familiares, que sustentam a economia do campo. Vamos buscar meios para fortalecer esse trabalho, garantir renda, dignidade e protagonismo para que cada mulher seja autora da própria história”, destacou.

A vice-governadora destacou ainda a importância de valorizar as agricultoras que movimentam a economia da zona rural e reforçou o compromisso de ampliar políticas públicas voltadas ao campo.

“Quero sempre estar pronta para participar de projetos que transformam vidas. É um privilégio estar aqui, acompanhando um trabalho que dignifica mais de 300 mulheres da Transacreana”, afirmou.

As participantes da roda de conversa relataram suas rotinas, desafios e expectativas. Entre as principais reivindicações, destacaram-se a melhora dos ramais, assistência técnica, acesso à água e apoio para ampliar a produção.

Presidente do Polo Wilson Pinheiro, Sheila Camatio falou do sentimento de participar do documentário. Foto: Neto Lucena/Secom

Sheila Camatio é presidente do Polo Wilson Pinheiro, com mais de 130 famílias associadas, e também trabalha em uma feira no bairro Calafate. “Nós mulheres somos multiuso. Trabalhamos no roçado, na horta, vendemos na feira, somos mães e líderes. Participar desse documentário é ver nossa realidade ganhar voz. E falar com a futura governadora, que é mulher e entende nossos sonhos, nos dá esperança de dias melhores”, disse.

Waldirene Oliveira é presidente da Associação Amazônia Legal. Foto: Neto Lucena/Secom

A presidente da Associação Amazônia Legal, Waldirene Oliveira, também destacou o sentimento de gratidão.

“Somos cerca de 100 famílias vivendo da agricultura familiar. Nossa maior dificuldade é a água, os açudes. Mas acreditamos que agora o trabalho vai pra frente. Receber essa visibilidade é gratidão, porque mostra a nossa luta”, pontuou.

Missionária Maria Dulcileia represntou o ramal da União e pediu apoio da vice-governadora. Foto: Neto Lucena/Secom

A missionária Maria Dulcileia representou o ramal da União e falou sobre a força feminina no campo. “Todas nós que estamos aqui somos mulheres virtuosas e batalhadoras. A gente luta por amor. Só queremos ser ouvidas e ter um olhar de cuidado. Batalho lá por aquela população. Participar deste momento é muito importante para nós”, disse.

Layane Furtado, presidente da Cooperativa Beija-flor do KM 72 da estrada Transacreana também participou da roda de conversa.

Diálogo sobre políticas para mulheres rurais

Mailza respondeu perguntas das mulheres sobre políticas públicas, inclusão produtiva, o significado de ocupar cargos de liderança e o impacto do projeto Sementes de Resistência para a região.

Roda de conversa reuniu mulheres que vivem ao longo da Transacreana. Foto: Neto Lucena/Secom

A vice-governadora também destacou as ações do governo para fortalecer as mulheres do campo.  “Temos incentivado o cooperativismo, a regularização fundiária, essencial para acesso ao crédito, e as linhas de crédito voltadas à mulher empreendedora e rural. Também fortalecemos políticas como o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] e o PNAE [Plano Nacional de Alimentação Escolar], que garantem compra da produção das mulheres, gerando renda e permanência no campo. E ampliamos assistência técnica e apoio à produção para transformar o trabalho dessas mulheres em prosperidade”, acrescentou

Pesquisa valoriza saberes tradicionais e economia familiar

O trabalho da professora Rosana Cavalcante busca estudar a atuação das mulheres no manejo da agrobiodiversidade, documentar práticas tradicionais, fortalecer políticas públicas voltadas à ruralidade feminina e dar visibilidade às histórias e desafios das agricultoras familiares.

Produção faz parte do estudo de pós-doutorado da professora e ex-reitora do Ifac, Rosana Cavalcante. Foto: Neto Lucena/Secom

Segundo a professora, o objetivo do estudo é colocar as mulheres no centro do debate sobre agrobiodiversidade.

“É um trabalho de pós-doutorado, aonde a história das mulheres da Transacreana tomam protagonismo enorme, porque ela mostra a força e a resistência delas, das produtoras rurais, aqui no campo. Quando convidei a Mailza, ela prontamente aceitou e, ao longo desse ano inteiro, a gente fez esse trabalho gravando com as mulheres. Agora, a gente finaliza com a gravação da Mailza, porque uma gestora mulher tem um olhar todo especial pra essa região. Em março de 2026, lançaremos o documentário para todo o estado”, revelou.

Juntos Pelo Acre especial na comunidade

Paralelo à gravação do documentário, a vice-governadora levou uma edição especial do Juntos Pelo Acre à Vila Verde, no km 58 da Transacreana, na escola Terezinha Miguéis. A ação, voltada especialmente para as mulheres, ofereceu serviços de saúde (ginecologia, pediatria, clínico geral e outros), atendimentos de direitos humanos e assistência social, emissão de certidões, vestuário social; atividades de autocuidado e beleza, distribuição de mudas, além de recreação para crianças.

Mailza também levou Programa Juntos Pelo Acre com diversos serviços para a comunidade da região. Foto: Neto Lucena/Secom

“Juntos pelo Acre hoje numa parceria maravilhosa com o projeto de estudo de pesquisa da professora Rosana, Semente de Resistência, e resolvemos juntar o útil ao agradável, que é contemplar mulheres, mostrando, trocando experiências e também trazendo em serviço da Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos, serviços do nosso governo”, disse.

A edição contou com apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Associação de Produtoras Rurais da Vila Verde, Santa Casa de Rio Branco e Ifac.

 

 

[Agência de Notícias do Acre]

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