Publicado em 08/01/2026
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (8) o início da libertação de um “número significativo” de presos por razões políticas, incluindo cidadãos estrangeiros. A ação foi descrita por ele como um “gesto unilateral” do governo bolivariano em busca da paz, sem ter sido negociada com outras partes políticas.
Segundo Rodríguez, as solturas já começaram “a partir deste exato momento”, embora ainda não tenham sido divulgados números oficiais sobre a quantidade de beneficiados ou suas identidades. O anúncio foi feito durante pronunciamento no Palácio Legislativo, em Caracas.
Apesar de o presidente do Parlamento afirmar que a decisão não foi fruto de negociações, ele agradeceu publicamente a mediação de lideranças internacionais, incluindo o ex-primeiro-ministro da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e o governo do Catar. A participação desses governos, no entanto, não foi detalhada nem confirmada por fontes externas à Venezuela.
A medida ocorre em um contexto de forte pressão internacional por mudanças nas políticas de direitos humanos na Venezuela. Organizações como a ONG Foro Penal estimam que ainda existam cerca de 806 presos políticos no país, incluindo estrangeiros, apesar das recentes liberações e de movimentos pontuais de solturas que ocorreram nos últimos meses.
O governo venezuelano afirmou anteriormente que libertações anteriores, como a de 99 detidos no último Natal, foram parte de avaliações caso a caso e expressões de compromisso com a paz, diálogo e justiça — ainda que essas informações tenham sido contestadas por grupos de direitos humanos.
Até o momento, não há confirmação oficial de quantos presos serão libertados com a nova medida nem uma lista com os nomes dos beneficiados.

