23.3 C
Rio Branco
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
O RIO BRANCO
Acre

TCE nega participação em licitação do Saerb e acende alerta sobre suspensão sem prazo

Publicado em 14/05/2025

Uma licitação da Prefeitura de Rio Branco para a compra de produtos químicos, conduzida pelo Serviço de Água e Esgoto (Saerb) e a Comissão Permanente de Licitação (CPL), entrou em rota de polêmica. O Pregão Eletrônico nº 90102/2024, atualmente na fase recursal, está suspenso sem previsão de retomada, enquanto a autarquia mantém compras emergenciais por dispensa de licitação — o que tem levantado suspeitas e alertas de órgãos de controle.

Em nota pública divulgada em 22 de fevereiro, o município afirmou que todas as etapas da licitação eram acompanhadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC). No entanto, o próprio TCE negou essa informação. Segundo a conselheira Dulcinéa Benício, presidente do Tribunal, o órgão não acompanhou a fase externa do processo, desmentindo a versão oficial e alertando o Saerb para que preste esclarecimentos formais.

O alerta foi emitido pela 6ª Coordenadoria Especializada de Controle Externo do TCE, solicitando que a autarquia municipal esclareça a paralisação da fase recursal — etapa crucial para garantir a legalidade do certame. Apesar disso, o Saerb segue realizando compras com dispensa de licitação, beneficiando uma única empresa, cuja capacidade técnica já foi questionada anteriormente.

O caso ganhou maior repercussão após a desclassificação do Grupo Bauminas, tradicional fornecedor de produtos químicos. A empresa contestou a decisão e solicitou esclarecimentos diretamente ao TCE, que reafirmou não ter analisado todas as etapas do processo licitatório. A Corte aguarda a conclusão da fase interna do pregão para adotar eventuais medidas legais, conforme prevê a Lei 14.133/2021.

Enquanto isso, uma publicação no Diário Oficial de 13 de maio revela nova cotação de preços para aquisição emergencial de 3,6 milhões de quilos de Policloreto de Alumínio 18% (PAC), com custo estimado em R$ 20 milhões. Especialistas alertam que a repetição de dispensas, embora legal em certos contextos, pode indicar uma manobra para burlar o processo licitatório regular.

O diretor comercial do Grupo Bauminas, Mauro Campello, afirmou que a prática fragiliza o certame: “A compra por dispensa enquanto o processo licitatório aguarda decisão há mais de três meses não faz o menor sentido e gera insegurança entre os participantes”.

A polêmica expõe uma crise de confiança na condução de processos públicos e levanta questionamentos sobre o real compromisso com a transparência e a legalidade nas contratações do município.

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Segurança Pública utiliza aplicativo de mensagem como alternativa para atendimentos emergenciais

Jamile Romano

Nota pública sobre suspensão de visitas no Complexo Penitenciário de Rio Branco

Raimundo Souza

Deracre faz manutenção das estradas AC-40 e AC-90

Marcio Nunes

Prefeitura de Rio Branco: NOTA DE SOLIDARIEDADE

Raimundo Souza

Socorro Neri defende piso salarial para pessoal de apoio da educação

Marcio Nunes

Polícia Militar inicia programação do mês da mulher com ação preventiva

Raimundo Souza