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Sesacre realiza oficina de atualização sobre Mpox para profissionais de saúde no Acre

Publicado em 28/02/2026

Para garantir atendimento adequado e qualificado aos pacientes com suspeita de Mpox, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), realizou na sexta-feira, 27, a oficina “Mpox – Diagnóstico, Cuidado e Prevenção”, voltada a médicos, enfermeiros, profissionais de análises laboratoriais e equipes de vigilância epidemiológica da atenção primária e da rede de urgência e emergência.

O chefe do Núcleo Estadual de ISTs e enfermeiro epidemiologista, Jozadaque Beserra, destacou que o país está em alerta epidemiológico para a doença, o que reforça a necessidade de qualificação permanente das equipes. Segundo ele, a iniciativa fortalece a capacidade de resposta dos serviços e assegura que o manejo correto seja realizado desde o primeiro atendimento na unidade de saúde.

Jozadaque Beserra, enfermeiro epidemiologista e chefe do Núcleo Estadual de ISTs da Sesacre. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Médica infectologista da Sesacre, Cirley Lobato ressaltou que a oficina ocorre em um momento estratégico, diante do aumento de casos registrados no Brasil. De acordo com ela, a capacitação reforça a preparação das equipes para o diagnóstico precoce e, principalmente, para o diagnóstico diferencial com outros agravos que apresentam sintomas semelhantes.

Cirley Lobato, médica infectologista. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

A infectologista explicou que a Mpox é uma doença viral caracterizada por lesões cutâneas, transmitida pelo contato direto com as lesões. Inicialmente restrita ao continente africano, a doença passou a se disseminar mundialmente a partir de 2022, especialmente com o clado 2B, associado ao contato próximo, incluindo contatos íntimos.

Profissionais de saúde na oficina de atualização da Mpox. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Clinicamente, a Mpox apresenta período de incubação de seis a 21 dias, sendo fundamental a investigação do histórico epidemiológico do paciente. Entre os principais sintomas estão febre, dores no corpo, aumento de linfonodos e lesões na pele, que evoluem até a formação de crostas, fase em que ainda há possibilidade de transmissão.

Estudante de medicina e participante da palestra, Hizabelle Coutinho. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

A estudante de Medicina Hizabelle Coutinho destacou que a capacitação representa uma oportunidade essencial para integrar teoria e prática no enfrentamento da doença. Segundo ela, o momento contribui para que profissionais em formação e aqueles que já atuam na rede estejam mais preparados para identificar precocemente os casos, realizar o manejo adequado, orientar sobre o tratamento e esclarecer dúvidas da população. Para a acadêmica, iniciativas como essa fortalecem a formação profissional e garantem mais segurança no atendimento, refletindo diretamente na qualidade da assistência prestada à população acreana.

[Agência de Notícias do Acre]

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