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Acre

Secretário projeta reestruturação da rede estadual com novas convocações e infraestrutura

Publicado em 01/08/2025


Estado do Acre convocará 3 mil aprovados em concurso da Educação a partir de janeiro de 2026

Durante a sexta noite da Expoacre 2025, o secretário de Educação do Estado, Aberson Carvalho, confirmou que o governo pretende iniciar, em janeiro de 2026, a convocação de mais de 3 mil aprovados no maior concurso público já realizado para a área educacional no Acre. Com mais de 57 mil inscritos e mais de 3 mil vagas ofertadas, o processo seletivo encontra-se em fase final, com previsão de divulgação do resultado consolidado até o fim de setembro.

Do total a ser convocado, 2.500 são professores — sendo 2 mil para regência em sala de aula e 500 bivalentes, que também poderão atuar na educação especial. Além disso, 500 servidores serão chamados para funções administrativas. Pela primeira vez, o concurso prevê cargos efetivos voltados exclusivamente à educação especial, o que representa um marco para a rede estadual.

O secretário ressaltou que o objetivo é reduzir significativamente a alta dependência de contratos temporários, que hoje representam cerca de 70% do quadro docente. Ele reconheceu que o certame enfrentou dificuldades, mas destacou sua importância estratégica para o fortalecimento da rede pública de ensino.

Aberson também falou sobre os desafios de garantir educação em regiões remotas do estado. Em algumas localidades, escolas funcionam somente no inverno, quando os rios são navegáveis. Em outras, as aulas ocorrem apenas no verão, quando as estradas ficam acessíveis. A realidade obriga a Secretaria de Educação a adotar até três calendários diferentes, conforme a geografia de cada região.

As mudanças climáticas também impactam o funcionamento das unidades escolares. Em 2024, por exemplo, o ano letivo foi interrompido cinco vezes por conta da fumaça provocada pelas queimadas. Atualmente, todas as escolas seguem em atividade, mas o governo mantém atenção redobrada por conta da estiagem severa prevista até novembro.

Mesmo diante de um déficit orçamentário estimado em R$ 54 milhões para manter escolas em áreas isoladas, o secretário defendeu a presença do Estado nessas regiões. Segundo ele, apesar do custo elevado — com salas de aula atendendo de 5 a 20 estudantes —, a educação é muitas vezes o único serviço público que chega às comunidades mais afastadas.

A expansão da rede e o investimento em infraestrutura também foram lembrados. Hoje, todas as escolas de ensino médio da rede estadual contam com laboratórios, o que representa um avanço em relação ao passado. “A estrutura faz diferença. A educação de qualidade só existe quando ela consegue alcançar cada aluno, independentemente de onde ele esteja”, finalizou o secretário.

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