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Se Irã não quiser a paz, novos ataques serão muito maiores, diz Trump

Publicado em 22/06/2025

Foto: Divulgação – *Com informação BN

Em pronunciamento de cerca de quatro minutos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o objetivo do ataque que colocou abertamente o país em guerra com o Irã era destruir a capacidade de enriquecimento nuclear de Teerã e que Washington atacará outros alvos “com precisão, velocidade e habilidade”, se o país persa não buscar a paz.

“As principais instalações de enriquecimento nuclear do Irã foram completa e totalmente destruídas. O Irã, o valentão do Oriente Médio, deve agora fazer a paz. Se não o fizer, futuros ataques serão muito maiores e bem mais fáceis”, afirmou Trump, na Casa Branca. Atrás dele, estavam o vice-presidente, J. D. Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth.

“Por 40 anos, o Irã tem dito: ‘Morte à América, morte a Israel.’ Nosso objetivo era a destruição da capacidade de enriquecimento nuclear do Irã e a interrupção da ameaça nuclear representada pelo maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo”, disse, em declaração que repetiu pontos já adiantados por ele mesmo nas redes sociais.

Nove dias depois de Israel iniciar o ataque contra o rival, Trump anunciou que bombardeiros americanos atacaram instalações do programa nuclear da teocracia neste sábado (21).

“Nós completamos nosso muito bem-sucedido ataque. Um complemento inteiro de bombas foi lançado no alvo primário, Fordow”, escreveu o americano na rede Truth Social. “Nenhuma outra força armada do mundo poderia fazer isso. AGORA É TEMPO PARA A PAZ”, escreveu, com as usuais maiúsculas.

Depois, replicou uma postagem que dizia: “Fordow já era”. Esta é a primeira ação de grande porte dos EUA contra seu maior rival no Oriente Médio, que tornou-se uma hostil República Islâmica em 1979. Antes, houve diversos entrechoques pontuais.

Ele também afirmou que os iranianos deveriam aceitar um acordo agora, “ou nós iremos atacá-los de novo”. Em pronunciamento posterior, ele disse que ou Teerã aceita a paz em seus termos, ou muitos outros alvos serão atingidos. “E será muito mais fácil”, disse.

O ataque vinha sendo especulado desde o meio da semana, quando Trump deixou o distanciamento da ação israelense, inédita em seu escopo em 46 anos de rusgas com a República Islâmica. O americano chegou a ameaçar de morte o líder do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

Na quinta (19), disse que iria tomar sua decisão em duas semanas. Há pressão doméstica, de sua base política, que é contrária ao engajamento dos EUA naquilo que Trump chamava de “guerras inúteis”. O prazo, como se viu, era uma cortina de fumaça.

Durante o pronunciamento, Trump lembrou do general Qassim Suleimani, assassinado por ataque americano durante o primeiro mandato do republicano. “Eles têm matado nosso povo, explodindo seus braços, explodindo suas pernas com bombas à beira da estrada. Em particular, muitos foram mortos pelo general deles, Qassim Suleimani.

Trump também agradeceu e parabenizou o primeiro-minsitro de Israel, Binyamin Netanyahu, que minutos mais cedo publicou declaração gravada em que diz que a ação dos EUA contra o Irã criou uma “inflexão na história”.

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