Publicado em 24/01/2026
Alisson comemora gol do São Paulo contra o Náutico, pela Copa do Brasil
Imagem: Rubens Chiri/São Paulo
Por Fábio Lázaro e Valentin Furlan Colaboração para o UOL
O contrato de empréstimo de Alisson no Corinthians terá uma cláusula anticalote, a
pedido do São Paulo.
Exigência tricolor
O acordo prevê que o São Paulo poderá, mesmo depois da assinatura, ‘travar’ a
operação caso não receba o valor combinado de entrada. Não existe um prazo préestipulado para pagamento, o que poderia fazer a negociação se arrastar até que o
Alvinegro quitasse o montante.
A operação começa com pagamento de R$ 1,5 milhão, dividido em parcelas. A
entrada é de R$ 1 milhão e será paga à vista, no ato da compra. Os outros R$ 500 mil
serão parcelados a partir do segundo semestre.
O negócio pode chegar aos R$ 20 milhões, somadas todas as cláusulas do acerto. A opção de compra é o item mais caro, cerca de R$ 15 milhões.
Alisson não poderá jogar na Neo Química Arena neste Paulistão, já que foi inscrito e até entrou em campo, na partida de estreia, contra o Mirassol, nesta edição do estadual.
Ao UOL, o Corinthians diz que se compromete em pagar o valor acordado nos devidos prazos e que o São Paulo ‘jogou o tema para a torcida’ ao incluir a cláusula no contrato.
Negócio pode chegar aos R$ 20 milhões
A ideia do São Paulo é lucrar com a cessão por três vias.
Primeiro, o São Paulo exige um pagamento integral já com a confirmação da operação, avaliado em pouco mais de R$ 1,5 milhão.
Depois, o Tricolor trabalha com uma cláusula de bônus, de R$ 1,5 milhão, se Alisson atuar por, no mínimo, 45 minutos em, pelo menos, 25 partidas em 2026.
O terceiro canal é uma multa para que o volante possa entrar em campo contra o próprio São Paulo. O clube do Morumbis pede mais R$ 2 milhões pela liberação.
O montante total, apenas considerando o período de empréstimo, totaliza mais de R$ 5 milhões. Somado à opção de compra de R$ 15 milhões, os valores ultrapassariam a casa dos R$ 20 milhões.

