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Acre

Roberto Duarte diz que plano de Lula para segurança pública é um “amontoado de nada”

Publicado em 02/04/2025

Em pronunciamento nesta terça-feira (1º), na Câmara dos Deputados, o deputado federal Roberto Duarte (Republicanos-AC) fez duras críticas ao novo Plano Nacional de Segurança Pública apresentado pelo governo do presidente Luiz. O parlamentar classificou a proposta como “um amontoado de nada, embalado em palavras inúteis”, e sugeriu que o plano fosse rebatizado de “Plano Água” — por ser, de acordo com ele, “inodoro, insípido e incolor”.

Duarte embasou suas críticas com dados recentes do Atlas da Violência e do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam), que apontam para um cenário alarmante: em 2024, o Brasil registrou 39 mil homicídios, 1.450 feminicídios e quase 72 mil casos de estupro. Para o deputado, os números evidenciam o colapso da segurança pública no país e a ineficiência das ações federais. “São estatísticas que não apenas chocam, mas expõem o fracasso do Estado em proteger os cidadãos brasileiros”, declarou.

O parlamentar ainda ressaltou que, no Acre, a situação é mais preocupante. Segundo Duarte, as fronteiras com Bolívia e Peru estão dominadas por facções criminosas, que se aproveitam da ausência de ações efetivas por parte do governo federal. “Enquanto a população vive cercada pelo medo, o Ministério da Justiça dorme em berço esplêndido”, afirmou.

O deputado também criticou a falta de articulação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e a ausência de apoio dos estados ao plano proposto. Para Duarte, o governo Lula tem priorizado discursos e gestos simbólicos em vez de medidas concretas no combate à criminalidade: “É mais um capítulo da velha narrativa petista, que trata criminosos como vítimas da sociedade e abandona os cidadãos de bem à própria sorte”.

Encerrando sua fala, Roberto Duarte exigiu que o governo federal reponha os investimentos no setor, fortaleça as polícias e abandone o que chamou de “discurso ideológico”. “O Brasil precisa de paz. E isso só será possível quando o governo federal acordar para os reais problemas da segurança pública”, concluiu.

[Assessoria]

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