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Quem mandou?

Publicado em 26/03/2024

Na memória de nós brasileiros, e mundo afora, a vereadora Mareille Franco não morreu.  

   Já se foram longos seis da morte física da vereadora Marielle Franco, ainda assim, tudo que diz respeito ao seu bárbaro assassinato logo se transforma nas manchetes nos nossos principais meios de comunicação, e com razoável freqüência, nos principais veículos do exterior, tanto na Europa quanto nos EUA.

    Para tanto basta que observemos a repercussão das prisões de três dos supostos mandantes da sua morte. Se os acusados, cujos nomes omitiremos em respeito ao legítimo direito a presunção da inocência dos mesmos, ainda assim, a repercussão das referidas prisões foi de tal ordem que passou a ser do interesse, sobremaneira, dos tantos quantos continuam buscando resposta para a seguinte pergunta: “quem mandou matar Marielle”?

   Sendo mulher, negra e favelada, bastariam estas condicionantes para torná-la socialmente descriminada. Além do mais, ela era assumidamente defensora da causa LGBT, ela mesma, bissexual, portanto, de um extrato social bastante descriminado.

    Até a sua morte eu, particularmente, nunca tinha ouvido falar em Marielle Franco, até porque, na nossa difusa hierarquia política, ser vereadora, ainda que seja da cidade do Rio de Janeiro, não seria o bastante para transformá-la numa celebridade, posto que, bem acima dela, em importância política, encontravam diversas outras autoridades: governador, prefeito, três senadores, 46 deputados federais, 70 deputados estaduais e na sua câmara municipal, 51 vereadores. Detalhe importantíssimo: toda segurança pública do Estado do Rio de Janeiro encontrava-se sob o regime de intervenção federal.

    Daí a pergunta: por que já tendo sido identificado quem disparou a arma, bem como, o motorista que dirigia o veículo, por que o crime que resultou na morte da vereadora Marielle ainda não tinha sido elucidado? Simples assim: porque não era do interesse das autoridades, sobretudo, as posicionadas nos andares de cima da estrutura de segurança do Estado do Rio de Janeiro.

   Agora, após seis anos da morte da vereadora Marielle, num inquérito conduzido pela nossa PF-Polícia Federal, os tais mandantes desta macabra novela, parecem que serão identificados. Exceto, o nome Marielle, não expus nenhum outro.

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