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Prefeitura de Rio Branco rebate denúncia de vereador sobre compra de mosquitos transgênicos para combate à dengue

Publicado em 29/01/2025

Uma denúncia protocolada pelo vereador André Kamai (PT) nessa segunda-feira (27), no Ministério Público do Estado e no Tribunal de Contas, gerou reações da Prefeitura de Rio Branco, nesta terça-feira (28). O parlamentar questiona a compra, no valor de R$ 4,5 milhões, feita pela gestão municipal para a aquisição de mosquitos geneticamente modificados, conhecidos como “Aedes do Bem”.

Em entrevista coletiva à imprensa, o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, defendeu a iniciativa, afirmando que o “Aedes do Bem™ é uma solução biológica inovadora, segura e eficaz no combate ao mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus.

“A eficácia do método já foi comprovada em municípios como Piracicaba e Indaiatuba, que registraram redução de até 96% da população do mosquito nas áreas tratadas”, explicou o secretário.

O secretário ressaltou ainda que o processo de contratação da remessa piloto obedeceu rigorosamente aos critérios legais e foi acompanhado pela Procuradoria-Geral do Município (PGM). Ele também informou que, em dezembro de 2024, diante da ameaça iminente de surtos de arboviroses, foi realizada uma reunião de alinhamento com a empresa distribuidora do material, com o objetivo de repactuar as entregas em lotes, respeitando as datas de validade do produto.

“As compras foram realizadas por meio de um distribuidor autorizado, e não diretamente com o fabricante”, enfatizou.

O secretário também rebateu acusações que circulam nas redes sociais, as quais, de acordo com ele, induzem a população a acreditar que houve irregularidades no processo. Em dezembro, a Prefeitura de Rio Branco e o Governo do Estado anunciaram, em coletiva de imprensa, uma série de ações de combate ao Aedes aegypti, incluindo a adesão à mobilização nacional contra o vetor. Desde o dia 15 de janeiro, equipes do governo do Estado também acompanham os trabalhos realizados na capital. O próprio governo federal, como estratégia, adotou o uso de insetos estéreis em comunidades indígenas.

Rennan afirmou que a saúde da população é prioridade para a gestão municipal e que a prefeitura seguirá comprometida em implementar medidas efetivas e responsáveis para enfrentar os desafios impostos pelas arboviroses. Ele também garantiu que o material ainda não foi exposto ao meio ambiente.

“Esse material não foi ainda exposto ao meio ambiente. Nós estamos trabalhando com um cronograma porque é uma tecnologia nova, um controle biológico. Então requer que a gente tenha uma dinâmica tecnicamente robusta para que ele apresente os resultados esperados. Esse processo foi realizado no ano passado, obedecendo todo o rito legal. Foi dada a ordem de entrega do produto e o pagamento foi realizado pela gestão na época”, concluiu Rennan.

 

[Assessoria]

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