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Prefeitura de Rio Branco monta estrutura para acolher até 100 animais no Parque de Exposições

Publicado em 30/12/2025

Diante do avanço da cheia do Rio Acre e do aumento no número de famílias desalojadas, a Prefeitura de Rio Branco iniciou a preparação de abrigos temporários para cães e gatos no Parque de Exposições Wildy Viana. A medida busca garantir a segurança e o bem-estar dos animais retirados de áreas alagadas da capital.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 30, cerca de 153 famílias já foram afetadas pela enchente, totalizando 406 pessoas desabrigadas. Na medição das 5h, o nível do Rio Acre chegou a 15,38 metros, apresentando leve estabilidade, mas permanecendo sob monitoramento das autoridades.

A estrutura em montagem prevê aproximadamente 100 abrigos individuais para animais domésticos. O gerente de Zoonoses do município, Herbert Teixeira, explicou que a ação atende a uma determinação da gestão municipal e conta com o acompanhamento da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo ele, o espaço será destinado exclusivamente ao acolhimento de cães e gatos.

Herbert destacou que esta é a quarta alagação enfrentada consecutivamente pelo município, o que tem permitido maior agilidade na execução dos trabalhos. A experiência acumulada, segundo ele, facilita a montagem rápida das baias e a organização dos espaços para os animais.

O gerente de Zoonoses esclareceu ainda que o abrigo não possui estrutura para receber aves ou outros tipos de animais, tampouco animais silvestres. Nesses casos, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros, que realiza o encaminhamento adequado aos órgãos ambientais competentes.

Além do acolhimento, a Prefeitura garante a alimentação e os cuidados veterinários dos animais. A gestão municipal fornece ração específica para cães e gatos, adultos e filhotes, e mantém uma equipe de médicos veterinários e agentes de zoonoses atuando em regime de plantão. Os animais recebem avaliação clínica, vermifugação e tratamento, quando necessário, inclusive com isolamento em casos que exigem quarentena.

Segundo Herbert, a estrutura funciona 24 horas por dia e faz parte de um projeto de acolhimento que considera não apenas os animais, mas também o impacto emocional e social enfrentado pelas famílias atingidas pela enchente. Caso o nível do rio volte a subir e a demanda aumente, a prefeitura afirma estar preparada para ampliar o atendimento de forma ainda mais rápida.

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