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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
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Polícia Civil indicia dois suspeitos pelo assassinato do colunista Moisés Alencastro em Rio Branco

Publicado em 03/01/2026

A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu a primeira fase do inquérito sobre a morte do advogado e colunista social Moisés Alencastro. Dois homens, de 22 e 23 anos, foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e furto qualificado. Os suspeitos estão detidos desde o dia 25 de dezembro.

Prazos e Procedimentos Legais

A entrega do relatório preliminar ocorreu no dia 30 de dezembro, cumprindo o prazo legal de 10 dias estabelecido pelo Código Penal para casos com réus presos. Segundo o delegado Alcino Júnior, titular da DHPP, a investigação entra agora em uma segunda etapa, com prazo de 30 dias para conclusão. Esta fase focará na perícia de dispositivos eletrônicos e na busca por provas adicionais que serão anexadas ao processo judicial.

Divergência sobre a Motivação

Embora o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) tenha manifestado, via nota, a suspeita de que o crime tenha sido motivado por homofobia e ódio, a Polícia Civil afirmou que, até o momento, os indícios colhidos não sustentam essa tese.

“Não vislumbramos, a princípio, o crime de homofobia, embora isso possa ter sido um pano de fundo. Precisamos aprofundar as investigações, especialmente com a análise dos celulares dos envolvidos”, explicou o delegado.

Ele ressaltou que a interpretação jurídica sobre a motivação pode ser alterada conforme o avanço do caso ou por iniciativa do próprio MPAC durante a denúncia.

Histórico do Crime

Moisés Alencastro foi localizado sem vida em seu apartamento, no bairro Morada do Sol, em 22 de dezembro. O corpo apresentava ferimentos causados por arma branca. A cronologia dos fatos aponta que a vítima foi vista pela última vez na noite anterior, acompanhada de duas pessoas.

Após o crime, itens pessoais e o veículo da vítima foram subtraídos. O automóvel foi encontrado abandonado e depredado na Estrada do Quixadá. A identificação dos suspeitos foi possível após colaboração de familiares de um dos envolvidos, levando à confissão de um dos detidos.

Implicações Penais

Caso sejam condenados conforme o indiciamento atual, os suspeitos enfrentam penas severas:

  • Homicídio Qualificado: Reclusão de 12 a 30 anos.

  • Furto Qualificado: Penas que variam de 2 a 8 anos, podendo chegar a 10 anos dependendo das circunstâncias (como uso de explosivos ou fraude).

O processo segue sob segredo de justiça.

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