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Piorando

Publicado em 01/04/2024

      Quais os limites da liberdade de opinião e de expressão?

           Se nenhum direito é absoluto, inclusive o da liberdade de opinião e de expressão, em sendo assim, quais serão os seus limites?  Vamos em frente: se tudo que aumenta a liberdade também aumenta a responsabilidade, segundo o imortal Victor Hugo e mais, se a liberdade é o direito de fazer tudo que as leis permitem, segundo o imortal Barão de Montesquieu, a ninguém será dado o direito de agredir a imagem, a privacidade e a honra das pessoas sem a devida responsabilidade.

        Lamentavelmente, no nosso país, em nome da liberdade de expressão, no nosso ambiente político, particularmente, os assassinatos de reputações vêem se sucedendo e numa freqüência, aí sim, absolutamente inaceitável. Pior ainda: acusarem-se de ladrões, em suas trocas de chumbo verbais, já vem fazendo parte dos recorrentes “arranca-rabos” dos nossos agentes políticos.

          Se numa guerra do tipo olho por olho e dente por dente, ao final, muitos restarão cegos e banguelas, o mesmo já está acontecendo com todos aqueles que ousaram e até mesmo que ousarem fazer parte da nossa atividade política.

        Do presidente da República, passando pelos n ossos governadores e prefeitos, poucos sobram, inclusive entre àqueles que nos representam em nossas Casas Legislativas. Por mais estranho que possa parecer até os próprios ministros do nosso STF-Supremo Tribunal Federal, com freqüência, vêm se tornando alvos das mais gravíssimas acusações.

          Se o nosso presidente Lula é um ladrão e o ex-presidente Jair Bolsonaro é, além de genocida um golpista, já que assim comumente vêm sendo tratados, só nos resta uma única conclusão: política e juridicamente estamos caminhando bastante mal.

            A tumultuada gestão do presidente Jair Bolsonaro e também, a já aparentemente tumultuada gestão do presidente Lula, em seu 3º mandato, só tem prejudicado o nosso país, e em todos os seus aspectos. Daí a pergunta que não pode calar: até quando caminharemos por tão erráticos caminhos?

         Se nada nas nossas vidas é absoluto a não ser a absoluta certeza de que tudo é relativo, e mais ainda, se a  desgraça poderá servir para alguma coisa, ainda que muito tardiamente, chegou à hora de colocarmos todas as nossas crises dentro de um mesmo balaio, e a partir de então, recuperamos o tempo que já foi perdido.

          Sei, perfeitamente, que o caminho da paz não será facilmente alcançado, mas sei ainda mais que, a pior paz é melhor que a melhor das guerras.

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