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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
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Política

PF apura se houve motivação política em acesso a dados de mulher de Moraes

Publicado em 17/02/2026

Foto: Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes  • Palácio do Planalto

Servidor da Receita no Rio de Janeiro teria acessado informações fiscais de Viviane Barsi de Moraes, esposa do ministro

Por Cristiane Noberto, da CNN Brasil

Agentes da PF (Polícia Federal) tentam descobrir se há motivação política ou financeira na quebra de sigilo de dados fiscais de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e parentes nos sistemas da Receita Federal.

CNN mostrou que os alvos trabalham na Receita Federal e são suspeitos de vasculhar e vazar informações fiscais. Um deles é um servidor do Serpro cedido ao órgão e que trabalha no Rio de Janeiro. Ele teria acessado dados de Viviane Barsi de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

A Receita confirmou ter detectado desvios no acesso a dados em auditoria e enviado ao STF. Inicialmente, não há indicações de caráter político, mas as informações coletadas pelo órgão não seriam suficientes para entender a motivação do vazamento, e há limitações da Receita para investigar o caso.

Agora, com a autorização do STF, a PF pode aprofundar no caso para confirmar a motivação dos vazamentos.

Em nota divulgada nesta terça, a Receita afirmou não tolerar desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, considerado pela instituição um pilar básico do sistema tributário.

“Além dos procedimentos no âmbito do inquérito, noticiados hoje (17/2/2026), com base em informações prestadas pela própria Receita Federal do Brasil, há prévio procedimento investigatório em parceria com a autoridade policial, cujos resultados poderão ser divulgados oportunamente”, escreveu o órgão.

Na operação desta terça, Moraes determinou também medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país. A decisão atende solicitação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Os mandados são realizados no âmbito do inquérito das fake news, que foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli. À época, o magistrado presidia o STF e abriu a investigação por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator da investigação.

Moraes determinou em janeiro a abertura de uma nova investigação para apurar se o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal quebraram de forma ilegal o sigilo fiscal de integrantes da Suprema Corte e seus familiares.

 

 

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