Publicado em 12/04/2026
O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula (Evaristo Sá/AFP)
Levantamento mais recente reforça empate técnico no segundo turno e expõe alta rejeição dos dois principais polos da eleição
Por Redação VEJA
A nova pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado, 11, acrescenta um elemento relevante ao já consolidado cenário de polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro: Flávio ultrapassa pela primeira vez numericamente o adversário no segundo turno, e ambos lideram não só as intenções de voto, mas também os índices de rejeição. Os dados reforçam o diagnóstico de uma disputa acirrada e marcada por resistências equivalentes entre os eleitores.
Lula ainda lidera no primeiro turno?
Sim — e de forma consistente nos principais levantamentos. No consolidado das pesquisas recentes, que reúne dados de AtlasIntel, Genial/Quaest, Datafolha e Paraná Pesquisas, Lula mantém a dianteira em todos os cenários de primeiro turno. Os números variam conforme o instituto, mas indicam uma base sólida, ainda que com sinais de desgaste ao longo dos últimos meses.
O que muda com o novo Datafolha?
A principal novidade está na combinação entre rejeição elevada e empate no segundo turno. Segundo o levantamento, Lula registra 48% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 46%. Ambos ampliaram levemente esses índices em relação à rodada anterior, o que indica que a polarização segue mobilizando não apenas apoio, mas também resistência.
O segundo turno continua indefinido?
Sim — e ainda mais sensível. Na simulação mais recente do Datafolha, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 46%, contra 45% de Lula. Trata-se de um empate técnico dentro da margem de erro, padrão que já vinha sendo observado em outros institutos.
O dado reforça a leitura de que a eleição tende a ser decidida por margens estreitas, sem vantagem consolidada para nenhum dos dois lados.
Flávio Bolsonaro mantém trajetória de crescimento?
Os dados seguem indicando avanço no médio prazo. Desde o fim de 2025, o senador reduziu significativamente a distância para Lula, especialmente no segundo turno. Esse movimento aparece de forma consistente em diferentes institutos e se mantém no novo Datafolha, ainda que sem saltos expressivos nesta rodada.
A rejeição pode decidir a eleição?
É um fator central no cenário atual. Com níveis elevados e próximos entre si, Lula e Flávio enfrentam limites claros de expansão. A disputa passa a depender não apenas da conquista de novos eleitores, mas também da capacidade de reduzir resistências.
Nesse contexto, candidatos com menor rejeição, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado — que aparecem com índices significativamente mais baixos — seguem como referências de comparação, embora ainda sem competitividade equivalente.
Há diferenças relevantes entre os institutos?
As variações existem, mas o diagnóstico converge. AtlasIntel, Genial/Quaest, Datafolha e Paraná Pesquisas apresentam metodologias distintas, mas apontam na mesma direção: liderança de Lula no primeiro turno, crescimento de Flávio Bolsonaro e empate técnico no segundo.
O novo Datafolha reforça esse padrão, agora com destaque adicional para o peso da rejeição no comportamento do eleitor.
Como fica a terceira via?
O levantamento também traz novos elementos ao incluir outros nomes no radar da corrida presidencial, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o de Minas Gerais, Romeu Zema. Nos cenários testados, ambos empatam tecnicamente com Lula no segundo turno, com 42% cada, nas simulações de segundo turno.
O que o conjunto dos dados indica para 2026?
Uma eleição polarizada, aberta e imprevisível. Lula segue como líder inicial, mas enfrenta um adversário consolidado e competitivo. A ausência de vantagem clara no segundo turno, somada aos altos índices de rejeição, sugere uma disputa prolongada e altamente dependente da dinâmica da campanha.

