22.3 C
Rio Branco
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
Artigos do NarcisoColunistas

Paz e medo

Publicado em 07/01/2025

Quando o medo precisa ser imposto para que  a paz aconteça o medo continua presente

               Nas verdadeiras democracias àqueles que conseguem chegar ao poder, em primeira mão, os direitos das minorias são preservados. Até porque, nos regimes autoritários, e em especial, nas duríssimas ditaduras, as minorias jamais terão voz e nem vez.

               No nosso país, infelizmente, como os nossos partidos políticos, há bastante tempo, não mais se dão ao respeito, já chegamos a assistir alguns dos presidentes da nossa República menosprezar os seus mais elementares deveres. Isto poderá acontecer nas duas mais respeitáveis democracias do mundo? Certamente não, a exemplo do que já aconteceu e continuará acontecendo nos EUA e na Inglaterra. No nosso país, os nossos partidos políticos já se transformaram em mercadorias e, portanto, ficamos submetidos às leis do nosso próprio mercado eleitoral.

            Nas eleições presidenciais de 1989, a primeira após à nossa redemocratização, embora tido, havido e celebrado como o político mais destacado do nosso país, e ainda por cima, presidente do PMDB, o mais importante entre todos os nossos partidos políticos, ao disputar a presidência da nossa República, Ulisses Guimarães amargou um 7º lugar, e ainda teve que engolir, à seco, a disputa em 2º turno se dá entre o hoje presidente Lula  e Fernando Collor de Melo, este à época, candidato do inexpressivo PRN.

            De lá para cá, ao invés de termos corrigido os gravíssimos erros do nosso sistema político, partidário e eleitoral, no decorrer dos tempos, pior foi ficando. Tanto ficou que nas eleições presidenciais de 2018, o então nômade partidário, Jair Bolsonaro, já tendo sido filiado a nove partidos, acabou se elegendo presidente da nossa República e filiado a um partideco, apelidado pela sigla PSL. A propósito pergunto; em que cemitério o PRN de Collor e o PSL de Bolsonaro, encontram-se sepultados?

           A despeito dos erros do nosso sistema terem permanecido e até se ampliados, tudo nos faz crer que as nossas futuras disputas eleitorais se darão fundadas no atual sistema, até porque, pouco se tem falado em reformá-lo, e do pouco que se tem falado, caso aprovado, mais disfuncional irão se revelar.

          Com as nossas duas principais Casas parlamentares, nossa Câmara dos Deputados e o nosso Senado, composto por representantes de mais de 20 partidos políticos, e cada um deles, como se diz na gíria, puxando brasas para assar as suas próprias sardinhas, o resultado não poderia ser outro, a não ser, a ampliação e a prevalência do mercado eleitoral.

           Das tantas reformas que o nosso país tanto carece, nenhuma delas seria mais importante que a do nosso sistema político, partidário e eleitoral, até porque, enquanto o atual sistema for mantido, jamais prosperaremos, nem politicamente, nem economicamente e nem socialmente.

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Sigilo da fonte

Narciso Mendes

Sim e Sim

Rubedna Braga

Votaria nela

Jamile Romano

Nenhuma notícia em rede nacional até agora da situação dos presídios estaduais gaúchos na região metropolitana de Porto Alegre, com essas enchente

Jamile Romano

As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) poderão ser utilizadas pelos juízes

Jamile Romano

Ele será cassado?

Jamile Romano