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Outubro Verde intensifica mobilização contra a sífilis no Acre

Publicado em 03/10/2025

O mês de outubro marca a intensificação das ações de prevenção e enfrentamento à sífilis no Acre. Por meio da campanha Outubro Verde, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) promove uma série de atividades voltadas à conscientização, diagnóstico precoce e tratamento da doença, com foco especial na prevenção da sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê durante a gestação.

Serão entregues panfletos de conscientização em ações de Pit Stop. Foto: Izabelle Farias/Sesacre
A abertura oficial da campanha será realizada no próximo 16 de outubro de 2025, às 9h, no hall de entrada da Sesacre. Durante o evento, os servidores terão acesso a serviços de promoção da saúde, como: testes rápidos para HIV, hepatites e sífilis; tipagem sanguínea; aferição de sinais vitais (pressão arterial e glicemia capilar) e práticas de bem-estar, como a ventosaterapia.
Além do evento de abertura, a campanha contará, ao longo do mês, com ações de Pit Stop em semáforos de Rio Branco, em que equipes técnicas irão dialogar diretamente com a população, distribuindo materiais educativos e orientando sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença.
O coordenador do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) da Sesacre, Jozadaque Beserra, destaca que a campanha é uma oportunidade para quebrar tabus e reforçar que a sífilis é uma doença prevenível e tratável.
“O Outubro Verde é um movimento que busca chamar a atenção da sociedade para a necessidade de realizar o teste rápido e buscar o tratamento adequado. A sífilis é uma doença silenciosa, mas que pode trazer consequências graves, principalmente quando transmitida da mãe para o bebê. Temos tratamento eficaz e gratuito disponível no SUS, mas precisamos que as pessoas procurem os serviços de saúde. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de interromper a transmissão e salvar vidas”, enfatizou.
Josadaque Beserra é chefe do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesacre. Foto: Odair Leal/Sesacre

Sífilis: um problema de saúde pública

Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das ISTs mais preocupantes, a sífilis segue sendo um desafio para o Brasil. Sua transmissão pode ocorrer por via sexual sem proteção, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe para o filho, durante a gestação e o parto. No caso da sífilis congênita, os riscos são ainda mais graves, podendo ocasionar abortos, natimortos, parto prematuro, malformações e sequelas irreversíveis nos recém-nascidos.
Apesar da gravidade, o tratamento é simples e altamente eficaz, realizado com antibióticos como a penicilina, amplamente disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce, feito por meio de testes rápidos oferecidos gratuitamente, é a principal ferramenta para controlar a doença e reduzir sua incidência.
Ao intensificar as ações do Outubro Verde, o governo do Acre reforça o compromisso com a saúde pública e com a promoção da prevenção. A campanha busca, além de conscientizar, incentivar o diálogo aberto sobre uma doença cercada de estigmas, mas que pode ser enfrentada com informação, cuidado e acesso aos serviços de saúde.
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