Publicado em 23/02/2026
Foto: Jornalista José Alex e o Dr. Thor Dantas
Em entrevista ao “O X da Questão”, de domingo, 22, transmitido pela TV Rio Branco, canal 8.1, e Rádio Cidade FM 107.1, o médico e professor Dr. Thor Dantas detalhou planos para economia, educação e segurança, defendendo um debate político pautado pela competência técnica e maturidade do eleitor.
RIO BRANCO – O cenário político acreano ganha um novo contorno com a pré-candidatura do médico infectologista e professor universitário Dr. Thor Dantas (PSB) ao governo do estado. Em entrevista ao jornalista José Aleksandro no programa “O X da Questão”, Thor Dantas apresentou uma visão que mescla sua experiência técnica na saúde com um projeto de desenvolvimento estratégico para o Acre até 2035.
Foto: José Alex
Editorial: Acorda, Brasil – A Responsabilidade é Nossa
Por José Alexandro: “O Brasil não está assim apenas por culpa dos políticos; está assim porque o eleitor permite.” Com esta frase forte, iniciamos nossa reflexão. Vivemos um ciclo vicioso de esperança, idolatria e decepção. Mas a revolta sem autocrítica é hipocrisia.
A democracia exige maturidade. Não existe país sério com eleitor inconsequente. O voto é a arma que constrói ou fecha hospitais, que fortalece escolas ou condena uma geração. A crise que vivemos não é apenas política, é moral e cidadã. O Brasil não precisa apenas de novos líderes; precisa, urgentemente, de novos eleitores que não negociem sua consciência por promessas vazias. Se o povo amadurecer, a política amadurece. Acorda, Brasil.

Foto: Dr. Thor Dantas (PSB)
Dr. Thor Dantas: Um Legado da Pandemia para a Gestão Pública
Reconhecido por sua atuação na linha de frente durante a pandemia de COVID-19, Thor Dantas descreveu esse período como o “maior aprendizado de sua geração”. O médico, que chegou a ter 65% a 70% dos pulmões comprometidos pela doença, afirmou que a experiência como gestor adjunto de saúde e, posteriormente, como paciente em estado grave, moldou sua visão sobre a necessidade de uma medicina “que resolva” e de uma gestão pública humana e eficiente.
Eixos Estratégicos: A “Janela de Oportunidade”
Para o pré-candidato, o Acre vive um momento crítico devido ao envelhecimento populacional e à baixa capacidade de investimento do estado, que tem cerca de 90% do orçamento comprometido com folha de pagamento, dívidas e previdência. Ele aponta que o estado tem uma “janela de oportunidade” até 2035 para se tornar economicamente sustentável.
Seu plano de governo baseia-se em três pilares para a economia:
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Diversificação: Fortalecer a agropecuária, produtos florestais e o extrativismo com valor agregado.
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Integração: Consolidar a saída para o Pacífico, conectando o Acre ao mercado asiático.
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Inovação: Utilizar tecnologia para transformar matérias-primas, como a liofilização de frutas locais, em produtos de exportação.
Educação e Segurança Pública
Como professor da UFAC há 25 anos, Thor defende que a educação deve ir além da entrega de uniformes e merenda, focando na qualidade do ensino e no preparo para as novas tecnologias. Ele propõe um pacto pela educação que envolva o uso de institutos federais e universidades para formar a mão de obra necessária para a indústria do futuro.
No campo da segurança, o pré-candidato refutou soluções simplistas, defendendo o uso de inteligência policial para desarticular o braço financeiro do crime organizado e o investimento social como forma de oferecer alternativas aos jovens.
Articulação Política
Filiado ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, Thor busca unificar o chamado “campo progressista”. Ele confirmou conversas avançadas para uma chapa majoritária que pode incluir nomes de peso como Jorge Viana (PT) para o Senado. Sobre a escolha de um vice, ele indicou que a representatividade da região do Juruá e a presença de uma mulher são critérios importantes na composição.

Imagem: Reprodução
Mensagem ao Eleitor
Ecoando o editorial do programa, Thor Dantas fez um apelo por maturidade política. O pré-candidato encerrou a entrevista afirmando que sua motivação é levar o cuidado que dedica aos pacientes para a escala coletiva da política, buscando um “passo civilizatório” para o estado.
Dra. Fabíola é surpreendida com festa de aniversário emocionante organizada pela família
Em um momento de celebração e carinho, o programa “O X da Questão”, por José Alex, destacou o aniversário da Dra. Fabíola, trazendo ao público os detalhes de uma festa surpresa emocionante. A comemoração, organizada com dedicação por sua mãe e sua filha, ocorreu no sábado e pegou a aniversariante de surpresa, apesar de suas tentativas bem-humoradas de descobrir os planos antecipadamente. Em seu agradecimento, Dra. Fabíola expressou profunda gratidão pela presença dos convidados e pelo gesto de sua família, mencionando ainda a feliz coincidência de compartilhar o mês de aniversário com seu marido. O apresentador José Alex aproveitou a oportunidade para render homenagens à amiga, desejando bênçãos contínuas sobre sua vida e reforçando os laços de amizade que os unem.
Imagem? Reprodução
VEJA EDITORIAL DO PROGRAMA:
EDITORIAL — “ACORDA, BRASIL — A RESPONSABILIDADE É NOSSA!”
É duro ouvir. Mas precisa ser dito. O Brasil não está assim apenas por culpa dos políticos. Está assim porque o eleitor permite. A cada eleição, repetimos o mesmo ciclo: Esperança, paixão, idolatria, decepção. E depois… revolta. Mas revolta sem autocrítica é hipocrisia. Desde os tempos do coronelismo, passando pelo populismo, pelos regimes autoritários, pelos escândalos bilionários, pelos governos que dividiram o país em trincheiras ideológicas… o padrão é o mesmo. Nós escolhemos. Nós legitimamos. Nós sustentamos. E depois fingimos surpresa. O eleitor brasileiro quer milagre, mas não quer responsabilidade. Quer promessas grandiosas, mas não pergunta de onde virá o dinheiro. Quer discurso bonito, mas não lê plano de governo. Quer salvador da pátria, mas não aceita que democracia é trabalho coletivo. O poder não nasce no Congresso.
Nasce na urna. E cada voto mal pensado é uma assinatura no contrato do próprio sofrimento. Reclamamos da corrupção, mas relativizamos quando é “do nosso lado”. Reclamamos do radicalismo, mas aplaudimos quando confirma nossas emoções. Reclamamos da crise econômica, mas votamos em quem promete o impossível. O Brasil não adoeceu por acaso. Ele adoeceu pela soma de omissões. O problema não é apenas esquerda ou direita. Não é apenas lulismo ou bolsonarismo. Não é apenas governo ou oposição. O problema é a infantilização política do eleitor. Enquanto tratarmos política como torcida organizada, continuaremos vivendo como arquibancada — gritando, brigando e perdendo o jogo. A democracia exige maturidade. Exige estudo. Exige vigilância. Exige coragem de votar contra a própria emoção. Não existe país sério com eleitor inconsequente. Não existe prosperidade com voto irresponsável. Não existe estabilidade quando escolhemos pela raiva ou pelo fanatismo. O voto é uma arma poderosa. Pode construir hospitais… ou fechar hospitais. Pode fortalecer escolas… ou condenar uma geração. Pode garantir segurança… ou alimentar o caos. E cada quatro anos temos a chance de mudar. Mas mudar exige caráter. Exige reconhecer que o Brasil só será diferente quando o eleitor for diferente. A crise que vivemos não é apenas política. É moral. É cultural. É cidadã. Não basta cobrar honestidade dos governantes. É preciso praticar honestidade na escolha. Não basta exigir preparo dos candidatos. É preciso exigir de si mesmo preparo para votar. O Brasil não precisa apenas de novos líderes. Precisa de novos eleitores. Eleitores que não vendem voto. Que não negociam consciência. Que não trocam futuro por promessa. Se o povo amadurecer, a política amadurece. ACORDA BRASIL.
Eu sou José Aleksandro, jornalista e apresentador do “X da Questão”.

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