Publicado em 13/04/2026
Foto: Jornalista José Alex e Jessé Leitão
Rio Branco, Acre – O programa “O X da Questão”, de domingo, 12, transmitido pela TV Rio Branco, canal 8.1, e Rádio Cidade FM 107.1, apresentado pelo jornalista José Aleksandro, trouxe nesta edição uma reflexão profunda sobre o cenário político atual e os desafios da gestão pública no Acre, contando com a participação especial de Jessé Leitão, presidente do Conselho Estadual de Fomento e Colaboração (Confoco-AC).
Foto: Jornalista José Alex
Editorial do programa por José Aleksandro: O Poder, o Voto e o Ciclo que Precisa ser Quebrado
No editorial de abertura, o apresentador José Alexandro lançou um questionamento incisivo sobre a natureza da política brasileira. Segundo ele, não se pode mais tratar a política apenas como uma disputa de poder, mas sim como um exercício de responsabilidade, tanto de quem governa quanto de quem vota.
O texto destacou a omissão das instituições, questionando se o Congresso Nacional tem cumprido seu papel constitucional de fiscalizar e investigar a corrupção que estampa as manchetes diariamente. No contexto regional, Alexandro refletiu sobre os últimos 30 anos do Acre, apontando que o estado tem sido conduzido por dois grupos políticos que se alternam no poder, mas que falham em entregar resultados definitivos em áreas como infraestrutura, saúde e educação .
O apresentador denunciou o que chamou de “ciclo de proteção”, onde adversários se acusam durante a campanha, mas mantêm silêncio e evitam investigações após o pleito. O editorial encerrou com um alerta direto ao eleitor para as eleições de 2026: “O voto não é apenas um direito, é uma responsabilidade. Quem vende o voto é cúmplice dos desmandos”.
Sobre a Enquete:
-
Decisão de não divulgar os resultados: Apesar de ter sido encerrada no domingo anterior à transmissão, a produção e o jurídico do programa decidiram não divulgar os números.
-
Motivo jurídico: O apresentador explicou que a enquete não foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Embora enquetes informais tecnicamente não precisem de registro, eles optaram pela cautela para evitar interpretações negativas ou problemas legais com o Ministério Público.
-
Participação popular: Foi informado que 8.381 pessoas participaram da votação online.
-
Próximos passos: O apresentador manifestou o compromisso de conversar com a direção da TV Rio Branco para contratar um instituto de pesquisa sério. O objetivo é realizar uma pesquisa oficial registrada no TRE, garantindo total transparência e segurança jurídica para a sociedade.

Foto: Jessé Leitão
.Entrevista: Fortalecimento do Terceiro Setor e Parceria com a USP
O entrevistado da noite, Jessé Leitão, detalhou as ações do Confoco-AC e a importância das organizações da sociedade civil (OSCs) para o desenvolvimento do estado. Um dos destaques foi o anúncio de uma visita técnica de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), agendada para ocorrer entre os dias 13 e 16 de abril.
Pontos principais da entrevista:
-
Diagnóstico e Pesquisa: O Acre foi incluído em uma pesquisa nacional, financiada pela FAPESP, que busca mapear as capacidades estatais para a implementação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC).
-
Desburocratização: Jessé explicou que o Confoco atua para facilitar a relação entre o governo e as entidades, reduzindo exigências burocráticas excessivas. Enquanto a legislação federal pode exigir até 18 certidões, o modelo implementado no Acre busca ser mais ágil e acessível.
-
Capacitação: O conselho tem percorrido os municípios acreanos para ensinar associações — desde comunidades ribeirinhas a produtores rurais — a elaborarem seus próprios planos de trabalho para acessar recursos de emendas parlamentares.
-
Desafio da Execução: Apesar do Acre ter boa capacidade de captação de recursos, Leitão admitiu que a execução desses convênios ainda precisa melhorar para que o benefício chegue efetivamente à ponta.
imagen: Reproduções
Denúncias e Gestão Pública
Durante o programa, foi abordada uma denúncia feita por um senador da República sobre o destino de R$ 17 milhões destinados à saúde do Juruá. José Aleksandro reforçou a necessidade de transparência e cobrança sobre o uso desses recursos públicos.
O apresentador também comentou positivamente sobre a atual gestão da governadora Mailza Assis, elogiando a escolha de perfis experientes para secretarias estratégicas, como a da Saúde, e a busca por uma equipe mais sincronizada e próxima da governadoria.
Próximo Domingo:
O apresentador anuncia que, no próximo domingo, entrevistará o prefeito da capital, Allyson Bestene. Ele elogia o trabalho que vem sendo realizado no início da gestão, mencionando a operação de tapa-buracos nos bairros e a presença do prefeito nas frentes de serviço e mercados.
-
É destacado o bom relacionamento e respeito entre o prefeito Tião Bocalom e Allyson Bestene. O apresentador afirma que, enquanto Bocalom se ausenta para outras agendas, deixa a gestão da cidade em mãos responsáveis.
-
O apresentador reforça o convite para a entrevista com Allyson no domingo seguinte, expressando satisfação com as melhorias no município
Momento da Pergunta:
O telespectador Saulo Ribeiro questionou especificamente sobre a denúncia de um senador sobre os 17 milhões.
-
Resposta do Apresentador: José Aleksandro afirma que “toda denúncia tem que ser investigada” e que um montante de 17 milhões não desaparece sem deixar rastros. Ele sugere que o novo gestor da saúde deveria baixar uma portaria para criar uma comissão de sindicância e verificar onde o recurso foi aplicado
Todas imagens: Reproduções
EDITORIAL DO PROGRAMA:
EDITORIAL — “O poder, o voto e o ciclo que precisa ser quebrado”.
Hoje, não dá mais para tratar política como se fosse apenas disputa de poder. Hoje, é preciso falar de responsabilidade. Responsabilidade de quem governa… E, principalmente, responsabilidade de quem vota. Porque existe uma verdade que precisa ser encarada:
Quem governa pensando no poder, passa. Mas quem vota sem responsabilidade… mantém esse poder de pé.
O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO PAÍS? O Brasil vive um momento em que as instituições precisam ser cobradas. O Congresso Nacional “Senado e Câmara Federal”, não existem para assistir! A Constituição Federal, define suas atribuições constitucionais.
Existem para fiscalizar. Para investigar. Para agir. E eu pergunto: O Congresso Nacional, tem cumprido suas atribuições constitucionais? Tem investigado os corruptos? Eles estão todos os dias, nas manchetes da grande imprensa, nas mídias sociais, envolvidos com corrupção.
Os eleitores tem fiscalizado as ações, de seus representantes no Congresso Nacional? Nos Poderes Executivos? Nas Assembleias Legislativas? Nas Câmaras Municipais? Nas Prefeituras? Principalmente quando surgem fatos graves, denúncias, questionamentos públicos… O que o povo espera? Abertura de investigações. Funcionamento das comissões. Atuação firme dos representantes. Mas a pergunta que precisa ser feita é: Como estão votando esses representantes? Estão cumprindo seu papel? Estão exercendo a fiscalização que a Constituição atribui como dever?
O SILÊNCIO TAMBÉM É UMA POSIÇÃO. Na política, não agir… também é agir. Não investigar… é uma escolha. Não fiscalizar… é uma decisão. E quando isso acontece… O sistema se mantém. Os erros se repetem. E o país não avança.
NO ACRE! O CICLO DO PODER – E aqui, nós precisamos olhar para a nossa própria realidade. O nosso Acre.
O Acre avançou, de fato, nos últimos 30 anos? As estradas melhoraram de forma definitiva? A ligação entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul é plenamente segura, trafegável? No inverno… funciona? No verão… atende? A saúde pública evoluiu como deveria?
A educação alcançou o nível que o nosso povo merece? A agricultura, os agricultores estão recebendo apoio dos governos estadual, federal, com politicas de ramais trafegáveis, com industrias de beneficiamento de produtos agrícolas? Quais os apoios recebidos na nossa Região Amazônica, para famílias do campo, pela politica ambiental, pelos órgãos de controle e fiscalização, como Ibama, ICMBil, Policia Federal etc.? Ou continuamos enfrentando… os mesmos problemas de sempre? E aqui entra uma reflexão ainda mais profunda. Nos últimos 30 anos, o Acre foi conduzido, majoritariamente, por dois grupos políticos, que se alternaram no poder. E a pergunta não é sobre pessoas. É sobre os resultados.
Mas há algo que o povo precisa observar com atenção. Durante as campanhas eleitorais… as críticas aparecem. As acusações surgem. Os erros são apontados. As falhas são denunciadas. Um lado acusa o outro. O outro responde. Mas depois da eleição… O que acontece? Silêncio.
Nenhuma investigação aprofundada. Nenhuma responsabilização concreta. Nenhum desdobramento real, daquilo que foi dito. Como se tudo tivesse ficado apenas no discurso. E isso levanta uma pergunta legítima: Se havia problemas… por que não foram investigados? Se havia irregularidades… por que não houve responsabilização? Se havia denúncias… por que não houve consequência? Porque, quando a crítica existe apenas na eleição… mas não se transforma em ação depois… O que se cria é um ciclo. Um ciclo de proteção. Um ciclo de poder. Onde fazem discursos de acusações… mas nunca os governantes abrem investigações ou encaminham, aos Órgãos de Controle processos ou denúncias, só em época de campanha eles falam e apontam malfeitos uns dos outros.
A RESPONSABILIDADE DO ELEITOR – Agora vem a parte mais difícil. Mas precisa ser dita. Se esses mesmos nomes voltam a disputar eleição… Se esses mesmos comportamentos continuam… E, ainda assim, você com seu voto ajuda esse politico retornar seu mandato, se você vender seu voto, você e cumplice em todos os desmandos acontecidos… O eleitor precisa entender:
O voto não é apenas um direito. É uma responsabilidade e um dever. UM ALERTA NECESSÁRIO – Não se trata de atacar pessoas. Se trata de avaliar condutas. De observar histórico. De analisar postura. Quem quer continuar na vida pública, precisa ser avaliado pelo que fez… E também pelo que deixou de fazer.
O Brasil que nós temos hoje… é fruto das escolhas que foram feitas ontem. O Acre que teremos amanhã… depende das escolhas que faremos nessa eleição, outubro de 2026, é a hora de fazermos justiça com o Brasil. “Quando o representante se omite, o país perde. Quando o eleitor não vota certo ou vende seu voto… os erros se repetem.” –





