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“O X DA QUESTÃO” de 11/01 – TV Rio Branco Canal 8.1: O Papel da Mulher no Cenário Jurídico e Político de 2026

Publicado em 12/01/2026

JUSTIÇA E PROTAGONISMO: O Papel da Mulher no Cenário Jurídico e Político de 2026

Editorial por José Aleksandro jornalista e apresentador | Especial

O ano de 2026 inicia com um chamado à reflexão e à responsabilidade cívica. No programa “O X da Questão”, transmitido pela TV Rio Branco (canal 8.1) e pela Rádio FM Cidade (107.1), o apresentador José Aleksandro abriu o editorial destacando que este é um ano de mudanças cruciais para o Brasil e para o Acre, com eleições que renovarão desde o governo estadual até o Senado e a Presidência da República. Mais do que um processo eleitoral, o programa enfatizou que a verdadeira justiça só se concretiza com a presença ativa e o olhar sensível das mulheres.

Apresentador José Alex

EDITORIAL DO PROGRAMA – MULHERES

Hoje, o X da Questão, se curva em respeito, admiração e reconhecimento às mulheres. Mulheres que não apenas ocupam espaços — mulheres que os transformam. Desde o princípio, a mulher não foi criada como detalhe. Foi criada como presença essencial, como equilíbrio, como vida que gera vida. A história da criação nos ensina que a mulher nasce não da cabeça, para ser superior, nem dos pés, para ser subjugada — mas do lado, para caminhar junto, do coração, para ser amada, e dos braços, para ser protegida e protetora. Ao longo da história do mundo, sempre que a humanidade avançou, havia uma mulher sustentando esse passo — muitas vezes em silêncio, outras vezes com voz firme, mas sempre com coragem. Foi assim com Cleópatra, que governou com inteligência política em um mundo dominado por homens. Com Joana d’Arc, que liderou exércitos movida pela fé e pela convicção. Com Marie Curie, que rompeu barreiras na ciência e mostrou que o saber não tem gênero. Com Rosa Parks, que, ao se sentar, fez o mundo se levantar contra a injustiça. E também com tantas outras mulheres que a história oficial tentou apagar, mas que o tempo insiste em revelar. Na Justiça, na política, na ciência, na educação, na saúde, na família e na fé, a mulher sempre esteve presente, mesmo quando não lhe permitiam assinar seu próprio nome. Hoje, exaltamos especialmente as mulheres que transformaram a dor em causa, o preconceito em luta e o silêncio em voz ativa. Mulheres que defendem direitos, constroem justiça e fazem do Direito um instrumento de humanidade. A Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica representa esse espírito: Mulheres que não pedem permissão para existir, mas assumem a responsabilidade de cuidar do presente e proteger o futuro. Porque quando uma mulher se levanta, ela não caminha sozinha. Ela carrega gerações, inspira outras e muda destinos.

Ao longo da história, a Justiça foi escrita majoritariamente por mãos masculinas. Mas foi o olhar feminino que trouxe humanidade às decisões, sensibilidade aos conflitos e coragem para enfrentar estruturas que, por muito tempo, disseram “não”. Exaltamos hoje as mulheres que estudam, trabalham, lideram, enfrentam preconceitos, conciliam jornadas múltiplas e, ainda assim, permanecem firmes na defesa do Direito, da democracia e da dignidade humana. Em especial, rendemos homenagem às mulheres que não lutam apenas por si, mas por outras mulheres. Àquelas que estendem a mão, constroem pontes, formam redes, criam oportunidades e transformam a causa feminina em compromisso diário. Mulheres que atuam na advocacia, no Judiciário, no Ministério Público, na política institucional e social. Mulheres que compreendem que Justiça não é só lei — é sensibilidade, escuta e coragem moral. A atuação da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica simboliza exatamente isso: Não o enfrentamento vazio, mas a construção consciente; não o privilégio, mas a igualdade; não o discurso, mas a prática. Porque quando uma mulher se levanta pela Justiça, ela não fala apenas por si.
Ela fala por gerações que vieram antes — e por aquelas que ainda virão. Que este programa seja mais do que uma entrevista ou debate. Que seja um ato de reconhecimento, um gesto de respeito e um compromisso público com a valorização das mulheres que fazem do Direito um instrumento de transformação social.

As Entrevistadas: Lideranças da ABMCJ/Acre

O debate contou com a participação de três expoentes do direito no estado, que detalharam as metas da ABMCJ -AC para o novo triênio:

  • Dra. Helcinkia Albuquerque (Presidente da ABMCJ/Acre):

    • Histórico: Destacou que a ABMCJ-AC nasceu em Paris (1928) e chegou ao Brasil em 1985, completando 40 anos de atuação no país. No Acre, a associação foi fundada por pioneiras como a Desembargadora Eva Evangelista.

    • Bandeiras: Dra. Helcinkia reforçou que a bandeira principal da associação é o empoderamento feminino nas carreiras jurídicas e a luta pela diminuição das desigualdades de gênero, buscando um mundo com mais oportunidades e menos violência para mulheres e meninas

    • Desafios: Combater a ideia de que “mulher não vota em mulher” e garantir que as candidaturas femininas não sejam apenas para preencher cotas partidárias.


  • Dra. Letícia Ribeiro (Tesoureira da ABMCJ/Acre):

    • Foco Social: Ressaltou que a associação, sem fins lucrativos, monitora legislações que impactam mulheres e crianças.

    • Educação: Defendeu a mudança de mentalidade através da educação básica, para que crianças cresçam com uma visão de equidade.


  • Dra. Rafaela Maciel (Pres. da Comissão Eleitoral da ABMCJ/Acre):

    • Transparência: Coordenou o primeiro processo eleitoral 100% online da história da associação no Acre, um marco de modernização e democracia interna.

    • Representatividade: Celebrou o fato de, pela primeira vez, haver duas chapas concorrendo, o que demonstra o crescimento do interesse das mulheres em ocupar cargos de liderança.

Destaques e Projetos para 2026

O programa revelou os “carros-chefes” da nova gestão para o ano que se inicia:

  • ABMCJ-AC vai à Escola: Projeto de conscientização para meninos e meninas sobre o combate à violência contra a mulher e o respeito mútuo.

  • Empoderamento Político: Capacitação de mulheres sobre legislação eleitoral e direitos, visando candidaturas reais e preparadas.

  • Paridade no Quinto Constitucional: A celebração da conquista de 2023, onde a OAB aprovou a paridade nas vagas indicadas para os tribunais.

Momentos de Emoção: Inspiração na Maternidade

Um dos pontos altos da entrevista foi quando as convidadas foram questionadas sobre suas inspirações. Unanimemente, as advogadas citaram suas mães como as primeiras e maiores “advogadas” de suas vidas — mulheres que, mesmo sem diplomas, lutaram contra adversidades para garantir o futuro de seus filhos. Dra. Helcinkia Albuquerque lembrou ainda Esperança Garcia, reconhecida como a primeira advogada do Brasil, uma mulher escravizada que peticionou por sua liberdade.

Agenda

No dia 31 de janeiro de 2026, a ABMCJ realizará um evento solene no Amazônia Hall para celebrar seus 40 anos e homenagear mulheres que deixaram um legado na sociedade acreana.

Jornalista Antônio Muniz

Conclusão do Jornalista Antônio Muniz: Participando como convidado, o jornalista Antônio Muniz reforçou que as mulheres entregam resultados superiores em termos de custo-benefício e eficiência, e que o apoio a instituições como a ABMCJ-AC é fundamental para o desenvolvimento social do estado.

Veja o programa na íntegra no canal do YouTube do programa “O X da Questão:

 

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