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O senhor da razão

Publicado em 16/12/2024

 Os dois guerreiros que já se revelaram bastante  poderosos: o tempo e a paciência

               Se o tempo voa, quem souber esperá-lo e cuidá-lo, pode até sonhar que num determinado dia irá aprender a voar.  Exageros à parte, o título deste artigo se presta para quem o atropela, posto que: o tempo é o senhor da razão, para tudo e para todos.

            Infelizmente, na nossa atividade política abundam àqueles que atropelam os seus próprios tempos, e ainda o pior, os tempos dos outros. Portanto, o tempo a ser vivido intensa e cuidadosamente, é o de hoje, do agora, posto que, os amanhãs poderão vir cheios de incertezas e ainda que você tenha todo o dinheiro do mundo não conseguirá comprá-lo.

          Você é o dono do seu presente, mas dependendo das escolhas que você vier fizer, dependerão seus futuros amanhãs. Lamentavelmente, na nossa atividade política à grande maioria daqueles que dela participam, sobretudo, àqueles que são ungidos ao poder, quando baseados em promessas fantasiosas e francamente irrealizáveis, jamais poderão esperar por melhores tempos, sim e não raramente, pela chamada volta do cipó de arueira. Portanto; que preparem seus lombos. Enfim, só se conhece um bom marinho quando o mesmo vê-se lançado ao mar. Ainda acrescento: um bom e velho marinheiro, durante um nevoeiro, leva o barco devagar.

           Se errar é humano, lamentavelmente, culpar os outros, já se transformou numa mania, num mantra, ou seja, na principal desculpa para os tantos quantos que já foram alçados ao poder: seja mundo afora, e muito especialmente, no nosso país.

           Enquanto continuarmos nos omitindo da atividade política, segundo Bertold Brecht, é tudo que os malfeitores da vida pública mais querem, posto que, a liberdade de ir e vir e a de expressão têm causado os mais variados crimes, alguns deles de altíssimas gravidades.

          A nossa própria constituição, no seu artigo, o 5º, ao tempo que defende a livre manifestação do pensamente, veda o anonimato. Portanto,  se absoluto fosse, o seu parágrafo IV, jamais poderia excepcioná-lo. Digo ainda mais: se absoluto fosse, a honra e a imagem das pessoas, covarde e desrespeitosamente agredidas, ficariam a mercê dos caluniadores, dos injuriosos e dos infamantes.

           A liberdade de expressão e de manifestação são sim, importantes,  especialmente para se contrapor a censura, esta sim, o instrumento bastante utilizado pelos governantes autoritários, ou seja, por aqueles que pretendem se eternizar no poder. Para tanto, basta que lembremos o histórico dos maiores tiranos da nossa história humana.

                Por fim: quem confunde liberdade de expressão com censura, sem os sopesá-los, bom sujeito não é, é sim, um potencial e perverso criminoso.

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