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O ponto de virada: quando a dor desperta a coragem para mudar

Publicado em 25/05/2025

Por Cristiany Sales*

Já parou para pensar como, em muitos momentos da nossa jornada, nos encontramos diante de encruzilhadas, paralisados entre o desconforto do presente e o receio do desconhecido? A vida, em sua infinita sabedoria, por vezes nos apresenta lições de formas inesperadas. E uma das mais profundas talvez seja aquela que nos ensina que há um limiar, um ponto crítico onde a balança interna se inclina de maneira decisiva, impulsionando-nos para águas que antes temíamos navegar.

A dor, seja ela física, emocional ou situacional, é uma mensageira insistente. Ela sinaliza que algo não vai bem, que um limite foi atingido ou que uma necessidade vital está sendo negligenciada. Do outro lado, temos o medo, esse guardião ancestral que, em sua essência, busca nos proteger. O medo do fracasso, da rejeição, do desconhecido, ou mesmo da própria dor, pode nos manter acorrentados a situações insatisfatórias, em uma zona de conforto que de confortável já não tem mais nada, apenas o nome. É o medo sussurrando que é melhor suportar o fardo conhecido do que arriscar o incerto.

Contudo, existe um momento em que a dor se torna tão avassaladora, tão persistente, que sua voz ecoa mais alto que os sussurros do medo. É o instante em que a angústia de permanecer onde estamos se torna insuportável, superando qualquer temor que a mudança possa inspirar. Esse é o ponto de virada. Não se trata de ausência de medo, mas de uma dor que se agiganta a ponto de ofuscar o temor, transformando-o em um impulso quase irresistível para a ação, para a busca de alívio, para a necessidade premente de encontrar uma nova rota.

É nesse exato instante que a dor, antes vista como inimiga, revela sua faceta de aliada inesperada. Ela não apenas aponta a direção da mudança, mas nos empurra vigorosamente para ela. Esse “empurrão” pode ser desconcertante, até mesmo assustador em sua intensidade, mas carrega consigo a semente da transformação. É a força que rompe as correntes da inércia, que nos obriga a olhar para além do horizonte familiar e a considerar caminhos antes inimagináveis. É a dor servindo como o combustível necessário para acender a chama da coragem.

Portanto, quando a dor se manifestar com tamanha intensidade a ponto de suplantar o medo, acolha-a não como um veredito final, mas como um chamado urgente à transformação. Reflita: que mensagem essa dor está tentando lhe transmitir? Que medos ela está pedindo que você transcenda? Lembre-se que, por mais árduo que seja o processo, é nesse ponto de inflexão que reside uma imensa oportunidade de crescimento, de redescoberta e, finalmente, de cura. A coragem para mudar muitas vezes nasce da ferida que clama por um novo amanhecer.

*Cristiany Sales é controladora interna da Agência de Negócios do Acre (Anac S.A.);  pós-graduada em Auditoria Empresarial; Planejamento e Gestão; Pedagogia Empresarial com Ênfase em Gestão de Pessoas; Justiça Restaurativa e Mediação de Conflitos; graduada em Direito e Pedagogia

[Agência de Notícias do Acre]

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