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O mundo é azul da cor do Chelsea, o primeiro campeão da Copa de Clubes

Publicado em 13/07/2025

Cole Palmer foi o nome do jogo: aos 23 anos, o camisa 10 calou a boca de quem o considera supervalorizado e despertou a paixão pelos camisas 10 – (crédito: Getty Images via AFP)

Dois gols de Cole Palmer e uma assistência para o brasileiro João Pedro decretam o título do Chelsea contra o até então favorito Paris Saint-Germain no desfecho no capítulo final da primeira Copa do Mundo de Clbues da Fifa

New Jersey — Até o fim dos anos 1980, União Soviética e Estados Unidos eram sinônimo de Guerra Fria Fria. Havia repulsa por quem se aliasse a um dos dois lados. A partir deste domingo, o dinheiro investido pelos dois países será lembrado para sempre como responsável pelo título do inglês Chelsea — o primeiro campeão da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. O maior de todos depois de disputar sete partidas, vencer seis e perder apenas uma para o Flamengo na fase de grupos, de virada, por 3 x 1. Nunca antes na história do torneio, lançado em 1960, o dono do troféu jogou tantas vezes para conquistá-lo.

Em 2003, o Chelsea era um clube em crise. O magnata russo Roman Abramovich comprou e começou a mudar a história. Havia desconfiança sobre a origem do dinheiro, mas o capital alavancou o clube a três finais de Champions League a outra três do Mundial de Clubes em diferentes versões. Na Europa, perdeu o primeiro título continental para o Manchester United, mas triunfou nas outras duas, contra o Bayern de Munique e o Manchester City. Perdeu a final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa em 2012 para o Corinthians, porém superou Palmeiras e o Paris Saint-Germain nas outras tentativas.

A deste domingo chegou com investimento de um empresário dos EUA, justamente o país sede da remodelada competição da Fifa. O russo Roman Abramovich vendeu o clube a Toddy Boehly, dono da Eldridge Industries, uma holding com sede em Miami.

A sequência do investimento russo pelo dinheiro estadunidense chegou ao auge diante do presidente Donald Trump. Sentado em um trono no topo do estádio com a família, o dono do discurso “Make America Great Again” viu o colega do ramo dos negócios Toddy Boehly afagar o ego do político com uma vitória inquestionável por 3 x 0 contra o PSG.

Bancado pelo fundo Qatar Sports Investments, o time francês era o favorito depois de golear a Internazionale na final da Champions League, eliminar o Atlético de Madrid na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, o Bayern de Munique nas quartas e humilhar o Real Madrid nas semifinais. O modelo impositivo de jogo não colocou contra o jovem Chelsea. Com média de 24 anos, os blues viram um sub-23 acabar com o jogo.

O Chelsea fez o PSG provar do próprio veneno. Sufocou o adversário desde o apito inicial. Cole Palmer balançou as redes duas vezes em lances semelhantes. A defesa adversária havia sofrido apenas um gol no torneio inteiro, aquele de Igor Jesus pelo Botafogo. O camisa 10 estufou a rede de Donnarumma duas vezes em 30 minutos com finalizações rápidas e rasteiras no canto direito explorando o centro da defesa do PSG.

Carrasco do Fluminense nas semifinais, o centroavante brasileiro João Pedro voltou a brilhar aos 43 minutos da etapa inicial. Recebeu assistência do endiabrado Cole Palmer e mandou o PSG para o vestiário com a missão impossível de virar o jogo. Nem mesmo o show do intervalo superou o concerto do Chelsea em 45 minutos de contundência tática.

Antes do jogo, o técnico italiano Enzo Maresca adjetivo o PSG de melhor do mundo, o que ele mais gosta de ver jogar. O capitão Reece James, uma das surpresas na formação inicial ao atuar como volante, lado a lado com o ótimo Moisés Caicedo, mandou recado: “Já disputei várias finais nas quais éramos favoritos e perdemos. Não estou nem aí para o que dizem. O Chelsea se preparou para vencer o PSG. Conseguiu. O arranha-céu mais alto de Nova York se chama, ao menos neste domingo, Empire State of Chelsea!

FICHA TÉCNICA

3 Chelsea (4-2-3-1)

Robert Sánchez;

Gusto, Chalobah, Colwill e Cucurella;

Reece James (Kiernan) e Caicedo;

Palmer, Enzo Fernández (Andrey Santos) e Pedro Neto (Nkunku);

João Pedro (Delap)

Técnico: Enzo Maresca

0 PSG (4-3-3)

Donnarumma;

Hakimi (Gonçalo Ramos), Marquinhos, Beraldo e Nuno Mendes;

João Neves, Vitinha e Fabián Ruiz (Warren Zaire-Emery);

Doué (Seny), Dembélé e Kvaratskhelia (Barcola)

Técnico: Luis Enrique

Gols: Palmer, aos 22 e aos 30, e João Pedro, aos 43 minutos do primeiro tempo

Cartões amarelos: Cowill, Gusto, Caicedo (Chelsea); Dembélé e Nuno Mendes (PSG)

Cartão vermelho: João Neves

Estádio: MetLife, em New Jersey

Público: 81.118 pagantes

Renda: não divulgada

Árbitro: Alireza Faghani (Austrália)

*Com informação do Correio Braziliense

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